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Indústria
São Paulo - 07/02/2011


Skaf se reúne com Pimentel e pede fortalecimento da defesa comercial do País

Ação tem por objetivo conter o avanço dos importados e proteger a indústria do comércio desleal


Da esq. p/ dir.: Josué Gomes da Silva, Fernando Pimentel, Paulo Skaf, Benjamin Steinbruch, Ivan Zurita e Lawrence Pih, durante almoço na Fiesp

Em almoço nesta segunda-feira (7) com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Fernando Pimentel, que contou com toda a diretoria titular da Fiesp, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu maior atenção do ministério às ações de defesa comercial do País, para conter o surto de importações por conta do real valorizado e proteger a indústria nacional do comércio desleal.

Um levantamento da Fiesp mostra que, para este ano, a pasta de Pimental alocou  R$ 450 mil em recursos para o Departamento de Análises de Processos de Defesa Comercial. De acordo com a entidade, além de receber um dos menores orçamentos deste ministério, o valor é 10% inferior do que foi destinado no ano passado.
 
Para se ter uma ideia, a equipe de advogados do ministério que atua na defesa comercial do País é formada por 12 profissionais, enquanto o governo chinês mantém uma equipe de 4.000 profissionais.

"É preciso reforçar a área de defesa comercial e ter coragem para tomar decisões que fortaleçam e protejam a indústria nacional", disse Skaf, durante encontro com o ministro.

O presidente da Fiesp ouviu de Fernando Pimentel que as medidas de contenção das exportações e o fortalecimento da defesa comercial do País serão não só obrigatórios como práticas frequentes do ministério.

Reforma tributária

Além do fortalecimento da pasta, a reforma tributária também foi um dos temas principais da conversa entre os dois. Pimentel disse que irá priorizar medidas de desoneração da Folha de Pagamento, créditos tributários e restituição tributária dos exportadores.

O presidente da Fiesp também pediu apoio do ministro para modificar a resolução do Senado, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que zera o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do produto importado, quando ele é transferido de um Estado para outro. Já o produto nacional é taxado em 12%.

Na avaliação de Skaf, a resolução do Senado é positiva para o País, pois elimina impostos. No entanto, de acordo com ele, quando beneficia somente o produto importado, a desoneração incentiva as importações do País, diminuindo a competitividade da indústria nacional.

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp