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Reformas e câmbio dão o tom da Couromoda, em São Paulo
Presidente da Fiesp e autoridades fizeram coro para pedir que Dilma Rousseff realize as sonhadas reformas tributária, fiscal e cambial
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Francisco Santos, presidente da Couromoda: "Exportar é o caminho do crescimento"
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O consumidor brasileiro está comprando mais calçados do que há cinco anos. Apesar de o aumento no consumo interno ser um bom sinal, ainda há muitos problemas a ser sanados para que o País continue crescendo e se consolide como o terceiro maior produtor mundial do setor.
"Exportar é o caminho do crescimento", afirmou o presidente da Couromoda, Francisco Santos, na abertura da 38ª edição do evento, que começou nesta segunda-feira (17) em São Paulo, no Parque do Anhembi, e prossegue até quinta-feira (20). De acordo com Santos, a indústria calçadista tem de lidar com os importados baratos da China e conviver com os altos impostos cobrados no Brasil.
Competitividade
Em seu discurso, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, deu ênfase à questão da competitividade: "Precisamos de foco imediato na questão cambial. Hoje, quem traz dólares e aplica no mercado especulativo tem pouco risco e muito lucro; é um contra-senso total", analisou.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp: "Precisamos de foco imediato na questão cambial" |
Para Skaf, é preciso, sim, fixar um prazo para as aplicações financeiras. "Temos que apoiar a medida do Banco Central de 180 dias para as aplicações de capital. Assim, quem especula vai pensar duas vezes antes de agir, disse, para em seguida elogiar o início das ações do Banco Central no mercado futuro.
O presidente da Fiesp citou, ainda, a questão das reformas: "Início de governo é o momento de promover reforma, não importa se será menor ou maior. Nós precisamos urgentemente de uma reforma tributária".
Exportações
Sonia Hess, vice-presidente da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fez coro com os demais ao afirmar que a produtividade só cresce quando há incentivo à exportação, e que isso só vai acontecer com a desoneração de impostos.
Marconi Matias, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), também defendeu a necessidade de reforma tributária. O brasileiro precisa saber quanto paga em cada produto. Nosso sistema tributário é arcaico e precisa ser mudado, discursou.
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O governador de SP, Geraldo Alckmin, reafirmou compromisso com a indústria calçadista
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Paulo Skaf concordou: "Precisamos da reforma para simplificar os impostos, acabar com a guerra fiscal e deixar os impostos mais transparentes", completou.
Compromisso
Os governadores Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, e Geraldo Alckmin, de São Paulo, reafirmaram seu compromisso com a indústria do couro, que é muito forte nos dois estados. "Vamos trabalhar em parceria com o Governo Federal para resolver os problemas que prejudicam a competitividade da nossa indústria, destacou Alckmin.
Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, representou a presidente Dilma Rousseff no evento e ressaltou que o novo governo tem o compromisso de defender a indústria nacional.
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O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, destacou a balança comercial favorável do setor de couro
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"O setor de calçados e couros possui uma balança comercial favorável e certamente merece atenção dobrada. Nosso compromisso é defender e contribuir para a expansão", disse o ministro.
Com relação à desoneração fiscal, medidas necessárias e eficientes estão sendo programadas e serão anunciadas em breve, para que Brasil possa continuar caminhando para o aumento da produtividade, finalizou Pimentel.
Serviço
Couromoda 2011 (www.couromoda.com)
De 17 a 20 de janeiro, no Anhembi Parque, em São Paulo, entre os dias 17 e 19, das 10h às 20h, e no dia 20, das 10h às 17h
Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp
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