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Brasil é o 36º em competitividade, afirma Fiesp
Apesar de subir uma posição no ranking, País ainda está entre as últimas posições. Carga tributária, gastos públicos e juros altos inibem sua elevação
O Brasil evoluiu seu índice de competitividade entre 2008 e 2009, mas ainda amarga as últimas posições do ranking elaborado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp.
De acordo com o índice, que mede a competitividade de 43 países que representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, o País recebeu nota 24.8, que o coloca na 36º colocação. Uma posição acima, em relação a 2008, mas atrás de países vizinhos como Argentina (32º lugar) e Chile (30º lugar).
O Brasil subiu uma colocação no ranking, mas há muito a ser feito para melhorar a competitividade do País, como a reforma tributária que não saiu do papel. O desafio do Brasil é transformar a competitividade em desenvolvimento humano, disse o diretor do Decomtec, José Carlos Roriz Coelho, nesta quarta-feira (15), durante a divulgação dos dados.
O estudo da entidade divide o ranking entre quatro grupos: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa. O Brasil foi colocado na última categoria, junto com países como México, Venezuela, África do Sul e Índia.
Os Estados Unidos permanecem na liderança e reverteram a tendência de queda de sua nota até 2007. De acordo com o levantamento da Fiesp, o elevado número de patentes, a alta produtividade de todos os setores da economia, os gastos com saúde e a reduzida taxa de juros foram os protagonistas para manter os Estados Unidos no topo da lista.
Os países que mais ganharam competitividade foram:
Tailândia Apesar de manter a mesma posição no ranking (34º lugar), aumentou a nota para 32.7 pontos, ante os 28,4.
Cingapura Aumentou 3.6 pontos, ficando na 9ª posição.
Coreia do Sul Em 8º lugar, com nota 71.3.
O estudo indica que o desempenho da balança comercial, o desemprego da população jovem e as exportações líquidas de manufaturas foram os fatores que elevaram a competitividade desses países.
Já entre os que perderam competitividade estão Venezuela (-4,3 pontos), Japão (-3,8 pontos) e Alemanha (-3,3 pontos). O risco do sistema financeiro, as distorções da balança comercial e a taxas de juros para depósitos foram os responsáveis pela queda desses países.
O levantamento da Fiesp também aponta algumas diretrizes para aumentar a competitividade brasileira. Entre elas: reduzir os gastos do setor público, a dívida pública, a carga tributária e os juros (Selic e Spread), e elevar o investimento em capital fixo e em tecnologia.
O governo tem que gastar menos para poder investir mais e estimular o investimento privado. Além disso, é preciso desonerar o investimento no País. De cada 100 reais investidos, 25% já são impostos, explicou o diretor da Fiesp.
Veja aqui o estudo completo
Fábio Rocha, Agência Indusnet
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