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Meio ambiente
São Paulo - 09/12/2010


Brasil foi um dos líderes na concretização da NBR ISO 26000

Norma que reúne diretrizes sobre responsabilidade social foi lançada nesta quarta-feira (8) na Fiesp


Nelson Pereira dos Reis, diretor do DMA

Após cinco anos de trabalho para se alcançar o consenso, foi lançada dia 8 de dezembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a NBR ISO 26000, resultado de parceria de 450 especialistas e 42 organizações de mais de 90 países. O Brasil e a Suécia lideraram mundialmente esse processo.

“A Fiesp já adota políticas de orientação sobre o meio ambiente e responsabilidade junto aos seus associados. A ISO é um guia que vai se expandir para as organizações”, disse Nelson Pereira dos Reis, diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA), ao ressaltar o entusiasmo da indústria com o tema responsabilidade social.

O cumprimento dessa Norma, além de enfatizar a inovação, reforça a posição do Brasil no cenário internacional e junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo avaliou Jorge Parente Frota Júnior, presidente do Conselho Temático Permanente de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Kevin McKinley, vice-secretário geral da International Organization for Standardization (ISO), lembrou a importância do papel do Brasil como líder. “O desafio é agora a sua implementação e demonstrar os valores e as oportunidades que se abrem”.

Para ele, a participação dos países em desenvolvimento é fundamental nesse processo. No dia 1º de novembro, a Norma foi apresentada, no nível mundial, em Genebra (Suíça).

“Os temas centrais da Norma vão promover o equilíbrio social e regular a concorrência internacional. A Federação cumpre a sua missão para o fortalecimento da indústria”, complementou Eliane Belfort, à frente do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da entidade.


Eliane Belfort, diretora do Cores

O coronel Pedro Buzzato Costa, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), organizador do evento, lembrou que anteriormente a ISO 16000, uma versão nacional, marcou o início da certificação que algumas empresas já alcançaram. “A 26000 tem potencial para determinar um futuro melhor para a humanidade com justiça social”, analisou.

Para Jorge Cajazeira, executivo de Relações Institucionais e Competitividade da Suzano, foi essencial o estabelecimento dessas normas quando a fabricação de um produto é integrada e ocorre em diversos países, em tempos de globalização.

Os participantes concordaram que outros benefícios de todo esse processo foi a obtenção de consenso entre multistakeholders, respeito à diversidade e a superação de barreiras linguísticas e culturais.

A NBR 26000 contempla sete eixos centrais: governança, direitos humanos, práticas de trabalho, meio ambiente, práticas leais de operação, questões relativas ao consumidor, envolvimento e desenvolvimento da comunidade.

Estiveram presentes representantes do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Petrobras e da Fundação Vanzolini. E, ainda, observadores da categoria indústria, consumidores, trabalhadores, organizações não-governamentais e governo.



Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp