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Taxa Selic
São Paulo - 08/12/2010


Juros e importações altos, câmbio e PIB baixo. Fiesp questiona: Até quando?

Paulo Skaf defende a efetiva coordenação entre as políticas de gasto público e de juros para que o Brasil possa atingir um equilíbrio econômico

Em reunião nesta quarta-feira (8), o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, manteve a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano.

Os efeitos negativos que a política de juros elevados produz sobre a atividade produtiva do Brasil têm sido, de maneira insistente, combatidos pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Não bastando os malefícios que este cenário provoca sobre os investimentos, a sobrevalorização cambial derivada desta anomalia completa o ciclo de entraves ao setor produtivo.

Tal sobrevalorização do Real, ao estimular a enxurrada de importados, estaria por trás do preocupante quadro de letargia da atividade industrial que, no momento, caminha em desarmonia com a demanda doméstica aquecida.

Por isso, a Fiesp e o Ciesp reafirmam que a taxa de juros segue em patamar excessivamente elevado e a sua manutenção, decidida na reunião desta quarta-feira (8) do Copom, sinaliza mais problemas à frente.

Segundo vem sendo alertado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, “O descontrole dos gastos públicos deixa manco o tripé de políticas econômicas, composto também pelo sistema de meta de inflação e câmbio flutuante. Tal descompasso gera uma arquitetura econômica perniciosa de juros elevados e câmbio sobrevalorizado”.
 
Ao conhecer a decisão do Copom em manter a taxa Selic, Skaf afirmou: “O governo precisa criar a efetiva coordenação entre as políticas de gasto público e de juros para que o Brasil possa atingir um equilíbrio econômico compatível com um desenvolvimento sustentado. Caso contrário, mantida a situação atual, perdem todos: a indústria, o trabalhador e o nosso País”.

Diante disso, fica a pergunta:
— Juros altos, câmbio baixo, importações altas, PIB baixo. Até quando?

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo