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São Paulo - 03/12/2010


Bancos não devem repassar aumento do custo do crédito às empresas e consumidores, diz Skaf

Fiesp afirma que medidas anunciadas pelo Banco Central não podem ser usadas como manobras para repassar o ônus às pessoas jurídicas e físicas

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ( Fiesp), Paulo Skaf, disse que os bancos não devem usar a alta do compulsório – dinheiro dos bancos que fica depositado na instituição sobre depósitos à vista e a prazo – como desculpa para elevar o aumento do crédito às empresas e consumidores.

As mudanças foram anunciadas nesta sexta-feira (3) pelo Banco Central (BC) para reduzir o ritmo do crédito e desacelerar a economia. De acordo com o BC, essas mudanças terão um impacto de R$ 61 bilhões.

Segundo Paulo Skaf, o custo do crédito já é alto demais para que os bancos o repassem. “O crédito no Brasil é muito caro com larga folga e gordura suficiente para absorver qualquer tipo de aumento para o setor bancário”, argumentou o presidente da Fiesp, durante coletiva de imprensa, após o lançamento do manifesto contra o aumento da carga tributária, na sede da entidade.

Questionado sobre a possibilidade de a elevação do crédito prejudicar as vendas de Natal, Skaf afirmou que esse tipo de medida não afetará no bolso do consumidor em curto prazo. “Esperamos inclusive que haja reposição de mercadoria [...] Esse ano não seremos prejudicados”, explicou.

No entanto, ele ponderou que o Banco Central também não deve se utilizar dessa artimanha para elevar a taxa de juros nas próximas reuniões do Conselho Monetário Nacional.

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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