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Indústria paulista cresce em outubro, mas alerta para o aumento das importações
O Índice de Nível de Atividade (INA) registrou alta de 0,5% no mês, mas a Fiesp chama atenção para os efeitos na competitividade da indústria
Após recuo em setembro (-0,4%), o INA registrou em outubro aumento de 0,5% com ajuste sazonal. Sem o ajuste, o índice recuou em -0,1%. No acumulado do ano, a expansão é de 11%. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento é de 10,8%.
De acordo com diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, o resultado de outubro não surpreendeu.
Foi positivo e razoável. A indústria de transformação teve uma bela recuperação e 2010 há de ser lembrado como um bom ano para a indústria de São Paulo. No entanto, estamos muito preocupados com a penetração dos produtos importados, o que ocasiona uma dificuldade crescente da produção doméstica em manter-se competitiva, afirmou.
Segundo Francini, novembro, assim como dezembro deverão crescer 5%, fechando o ano com uma expansão de 10%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30), pela Fiesp e pelo Ciesp.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 82,8% com ajuste sazonal, contra 82,2% em setembro. Para Francini, o resultado demonstra que a Nuci está numa zona de conforto.
Segmentos
Entre os setores que apresentaram crescimento estão Máquinas e Equipamentos, com alta de 0,3%, e Produtos Químicos e Farmacêuticos com avanço de 0,4%. O que nos preocupa nesses setores é o andar da carruagem no que se refere às importações, avaliou o diretor do Depecon.
Já entre os que tiveram baixas, destaque para Celulose, papel e produtos de papel, com decréscimo de 1,5%. Essa queda do setor é pontual e casual. A recuperação se dará em novembro.
Sensor preocupa empresariado
Pela primeira vez, desde junho de 2009, o Sensor registrou o seu pior resultado, 51,2 pontos. Também foram registradas quedas significativas nos itens vendas e mercado.
O Sensor geral caiu neste mês: de 52,6 para 51,2 pontos na passagem mensal. Já o item Vendas também registrou queda passando de 51,8 pontos em outubro para 48,3 em novembro. O efeito contrário foi sentido em Emprego, com ligeira alta: 56,1 contra 54,4 pontos na medição anterior.
O Estoque ficou praticamente estável, com 45 pontos. Em contrapartida, o item Mercado apresentou queda expressiva, passando de 52,1 para 46,7 pontos. O item Investimento ficou mantido em 59,8.
Para Francini os resultados do Sensor preocupam. Pela primeira vez, o Sensor nos dá uma perspectiva pior e indica preocupação das empresas num cenário futuro. Nossa bola de cristal está opaca, concluiu.
Clique nos links abaixo para ver os estudos completos:
Índice de Atividade da Indústria (outubro)
Pesquisa Sensor (novembro)
Rose Matuck, Agência Indusnet Fiesp
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