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São Paulo - 19/11/2010


Indústria debate manutenção da competitividade

O estabelecimento de metas deve ser precedido de amplas discussões, afirma diretor de Meio Ambiente da Fiesp

A Fiesp defende marcos regulatórios nas áreas de resíduos sólidos, mudanças do clima e gestão de recursos hídricos, mas espera que o governo promova amplo debate para elaborar um plano factível de ser implementado.

A avaliação partiu de Nelson Pereira dos Reis, diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, durante o seminário Mudança do Clima e Competitividade da Indústria, realizado na terça-feira (16).

Segundo Reis, há preocupações quanto à manutenção da competitividade e sobre como a indústria deverá lidar com as políticas estadual e federal, que serão implantadas com base no Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O documento aguarda a regulamentação por parte do governo Lula e deverá valer já em 2011.

Atualmente, a área de resíduos sólidos também é monitorada por diversas resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), o que gera dúvidas em relação ao cumprimento das variadas normas em vigor.

"Infelizmente, temos um viés equivocado no estado de São Paulo", apontou o diretor do DMA, lembrando que os demais estados já têm políticas nesse sentido, além de projetos de lei em andamento. "Esse processo resultou de amplas discussões com a sociedade, que ocorreram antes de se adotar mecanismos de controle e estabelecer metas", salientou Reis.

Cenário futuro

Estudos apresentados pelo diretor do Departamento Brasileiro de Mudanças Climáticas da McKinsey, Marcus Frank, revelam perspectivas para manter a competitividade da indústria nacional.

A pesquisa mostra, por exemplo, que o setor elétrico demandará investimentos significativos para a manutenção do fornecimento e, também, a fim de garantir reservas emergenciais, devido às variações climáticas que impactam o ciclo pluvial.

A competitividade também é foco da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), de acordo com o especialista em Projetos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cássio Marx Rabelo.
 
Segundo ele, o primeiro macro programa contempla os setores nos quais o Brasil tem liderança e o processo resulta na construção de agendas. "O Brasil depende muito de fontes públicas de financiamento de longo prazo", esclareceu.

O representante da agência também defendeu as oportunidades surgidas na área de serviços ambientais. Ele apontou formas de se promover o desenvolvimento da indústria, como incentivos fiscais, regulação técnica e econômica, defesa comercial e financiamento.

A ABDI passou a operar em 2005, com o objetivo de articular a política industrial brasileira. Hoje, a Agência faz essa articulação em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Fazenda.

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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