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Congresso da Indústria
São Paulo - 08/11/2010


Fiesp exige reforma tributária e rechaça nova CPMF

Paulo Skaf diz que entidade lutará com “todas as forças” para impedir criação de novos impostos

Foto: Kênia Hernandes
Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, abre o Congresso da Indústria 2010

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, criticou duramente a possibilidade de criação de novos tributos, durante a abertura do Congresso da Indústria 2010, nesta segunda-feira (8), em São Paulo.

“Um recado para as pessoas que estão sonhando com a criação de novos impostos: a sociedade não aceita isso e transformará esse sonho em pesadelo”, disse o presidente, aplaudido por cerca de mil pessoas que lotaram o auditório do World Trade Center.

Apesar do tom enérgico, o presidente da Fiesp/Ciesp ofereceu “todo apoio” ao governo da presidente eleita Dilma Rousseff para a realização das reformas estruturais de que o País necessita.

“Exigimos uma reforma tributária e daremos apoio total ao Governo para que esse projeto saia do papel. Que se simplifiquem os processos, que se acabe com a guerra fiscal e se dê transparência à cobrança dos impostos”, discursou Skaf.

Com relação aos rumores de criação de uma nova contribuição para a Saúde – a exemplo da Contribuição Permanente sobre Movimentação Financeira, extinta em dezembro 2007, e que deveria canalizar recursos para a Saúde –, Skaf falou, em tom de advertência:

“Tomem cuidado. Não teremos limite em nossas atitudes para agir contra qualquer tipo de novo imposto. A sociedade não vai aceitar. Nem hoje nem nos próximos anos.”

“Recursos existem. O que falta é gestão”

Segundo o presidente da Fiesp/Ciesp, o País deverá arrecadar cerca de R$ 1 trilhão em impostos no ano que vem. E só com a regulamentação da emenda 29, que estabelece recursos para a Saúde, o Governo poderá alavancar em torno de R$ 10 milhões.

“O texto [emenda 29] não determina, explicitamente o destino dos recursos e muitas vezes, em vez de ir para a Saúde, os recursos vão para outros fins”, afirmou.

Skaf destacou que a má qualidade dos serviços na saúde pública é, sobretudo, um problema de gestão. E frisou: “Queremos, sim, qualidade nos serviços públicos, na educação ministrada em nossas escolas públicas e mais respeito às pessoas. Quem quiser sonhar com isso, daremos apoio. Mas quem quiser sonhar com novos impostos, então usaremos de toda a força para transformar esses sonhos em pesadelo”.

O tema do Congresso, “Nosso Compromisso é com o Brasil”, reflete o olhar amplo da entidade para as questões principais do País, como reforma tributária, questão fiscal, juros e educação. As conclusões dos debates realizados ao longo do dia darão base ao documento que será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff.

Élcio Cabral e Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp

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