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Mercado internacional de carbono busca saída para minimizar impacto de mudanças climáticas
Nos próximos seis meses serão definidos conceitos para regular setor até 2012, quando termina o Protocolo de Kyoto
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o International Food & Agricultural Trade Policy Council (IPC), de Washington (EUA), realizaram nesta terça-feira (26) debate com especialistas sobre a regulamentação no complexo mercado de carbono.
No painel sobre análise do ciclo de vida (LCA), também foram debatidos os investimentos externos possíveis e os efeitos das mudanças climáticas. O vice-presidente da World Wildlife Fund-WWF, Jason Clay, enfocou as cadeias de valor e carbono e defendeu o seu uso estratégico na agricultura.
Ele sinalizou que, em 2050, com a previsão de mais de 9 bilhões de pessoas vivendo no Planeta, a produtividade no setor de alimentos precisará ser duplicada, com o envolvimento dos setores privados e os governos, a fim de evitar o desabastecimento.
E adiantou: Os setores atuantes nesse mercado devem definir, nos próximos seis meses, conceitos sobre carbono e commodities a serem revisados periodicamente, qual tipo de carbono pode ter mais valor na cadeia produtiva e sistemas de certificação, por exemplo.
Mensuração
Clay refletiu que diante dessa nova economia é preciso saber lidar com elementos intangíveis. A forma de mensuração, nesse aspecto, é um desafio a ser superado, na avaliação do presidente do Comitê Internacional do Conselho de Gestão Florestal (FSC, na sigla em inglês) e moderador da mesa-redonda, Roberto Waack.
Ele pontuou: A palavra-chave é convergência, em um cenário que envolve diversos atores e aspectos que tocam ideologias e a fronteira do conhecimento com grandes pressões políticas.
O Brasil tem grande peso na agricultura global, ressaltou Kimberly Crewther, da área de Laticínios da Fonterra Cooperative Group Ltd., que abordou também aspectos relativos à segurança alimentar.
Quando se trata de 'pegada de carbono' não há soluções fáceis, observou. E acrescentou: A aplicação de normas de LCA não é simples, mas é necessário honrar o compromisso que assumimos globalmente.
O presidente do GIC Group, Richard Gilmore, fechou as apresentações ao tratar dos mercados de carbono, incluindo os voluntários, que têm registrado grande crescimento.
Hoje se paga aproximadamente US$ 5 por tonelada de carbono. Mas teremos um regime em vigor para os próximos três anos, até o fim do Protocolo de Kyoto, em dezembro de 2012, e não sabemos o que virá depois, criticou.
Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp
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