Advogado deve atuar em sinergia com os departamentos das empresas
Desempenho proativo do profissional em todas as áreas favorece relação com as corporações

Elias Haddad, vice-presidente da Fiesp |
Para debater questões sobre o relacionamento entre advogados e empresas, o 2º Encontro do Novo Advogado Paulista promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp abriu os painéis de discussão que se estenderam ao longo desta quarta-feira (20), na sede da entidade.
Elias Haddad, vice-presidente da Fiesp, afirmou que as empresas procuram um advogado quando querem evitar problemas, e o profissional, por sua vez, nunca deve prejulgar um caso, mas sim trilhar o caminho para ganhar a causa.
Haddad frisou ainda que o engessamento e limitação ao desempenho do advogado ocorrem pela jurisprudência, o que obriga o profissional a buscar novos caminhos pela inovação.
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Orlando di Giacomo, diretor-exe. do Cesa
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E a responsabilidade do advogado? Para Orlando di Giacomo, diretor-executivo do Centro de Estudos das Sociedades dos Advogados (Cesa), a sinergia com a empresa é fundamental para que haja relação de confiança.
Em muitos casos, o advogado faz parte da diretoria das corporações e cria um envolvimento muito bom. Esta proximidade possibilita uma atuação preventiva e evita maiores problemas, pontuou di Giacomo.
Maurice Marcel Zelazny, diretor do Sindicato da Indústria do Vestuário Feminino e Infanto-Juvenil (Sindivest), aponta que este relacionamento depende da conjuntura da empresa:

Maurice Marcel Zelazny, diretor do Sindivest |
Se surgirem dificuldades e o empresário tiver mentalidade de curto prazo, ele aceita qualquer coisa [como orientação], mas se o advogado souber apresentar saídas corretas, o benefício é de ambos.
Geralmente, o empresário não tem conhecimento profundo das leis. Segundo Gilberto Porto, presidente da Comissão do Jovem Advogado da OAB-SP, o jovem profissional do Direito contribui com a companhia ao complementar sua formação em outras áreas. Ele pontuou: O mais importante é o advogado participar e entender efetivamente qual é o negócio do seu cliente.
Exemplo
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Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE
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Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE, relembrou a participação de Eike Batista, presidente do Grupo EBX, em uma das reuniões do Comitê.
Na época, o megaempresário afirmou ter uma visão de 360 graus dos negócios, que envolve todos os aspectos e, principalmente, a questão jurídica nas empresas.
O empreendedor pensa em tudo: na captação de crédito, no produto e nos clientes, e muitas vezes se esquece dos procedimentos jurídicos, assinalou Gomide.
Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp
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