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Empreendedorismo
São Paulo - 21/10/2010


Advogado deve atuar em sinergia com os departamentos das empresas

Desempenho proativo do profissional em todas as áreas favorece relação com as corporações


Elias Haddad, vice-presidente da Fiesp
Para debater questões sobre o relacionamento entre advogados e empresas, o 2º Encontro do Novo Advogado Paulista promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp abriu os painéis de discussão que se estenderam ao longo desta quarta-feira (20), na sede da entidade.

Elias Haddad, vice-presidente da Fiesp, afirmou que as empresas procuram um advogado quando querem evitar problemas, e o profissional, por sua vez, nunca deve prejulgar um caso, mas sim trilhar o caminho para ganhar a causa.

Haddad frisou ainda que “o engessamento e limitação ao desempenho do advogado ocorrem pela jurisprudência, o que obriga o profissional a buscar novos caminhos pela inovação”.


Orlando di Giacomo, diretor-exe. do Cesa

E a responsabilidade do advogado? Para Orlando di Giacomo, diretor-executivo do Centro de Estudos das Sociedades dos Advogados (Cesa), a sinergia com a empresa é fundamental para que haja relação de confiança.

“Em muitos casos, o advogado faz parte da diretoria das corporações e cria um envolvimento muito bom. Esta proximidade possibilita uma atuação preventiva e evita maiores problemas”, pontuou di Giacomo.

Maurice Marcel Zelazny, diretor do Sindicato da Indústria do Vestuário Feminino e Infanto-Juvenil (Sindivest), aponta que este relacionamento depende da conjuntura da empresa:


Maurice Marcel Zelazny, diretor do Sindivest

“Se surgirem dificuldades e o empresário tiver mentalidade de curto prazo, ele aceita qualquer coisa [como orientação], mas se o advogado souber apresentar saídas corretas, o benefício é de ambos”.

Geralmente, o empresário não tem conhecimento profundo das leis. Segundo Gilberto Porto, presidente da Comissão do Jovem Advogado da OAB-SP, o jovem profissional do Direito contribui com a companhia ao complementar sua formação em outras áreas. Ele pontuou: “O mais importante é o advogado participar e entender efetivamente qual é o negócio do seu cliente”.

Exemplo


Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE

Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE, relembrou a participação de Eike Batista, presidente do Grupo EBX, em uma das reuniões do Comitê.

Na época, o megaempresário afirmou ter uma visão de 360 graus dos negócios, que envolve todos os aspectos e, principalmente, a questão jurídica nas empresas.

“O empreendedor pensa em tudo: na captação de crédito, no produto e nos clientes, e muitas vezes se esquece dos procedimentos jurídicos”, assinalou Gomide.



Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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