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Energia
São Paulo - 14/10/2010


Brasil e Colômbia caminham para projeto de integração energética

Acordo deverá sair no ano que vem; os dois países poderão defender o biocombustível em debates internacionais


André Matoso, subsecretário geral de Energia do Itamaraty

A partir do primeiro trimestre de 2011, Brasil e Colômbia se reunirão para começar a desenhar seu projeto de cooperação energética com foco no fortalecimento do setor de biocombustíveis.

Os dois países são os mais importantes produtores de etanol e de cana-de-açúcar da América Latina. De acordo com o subsecretário geral de Energia do Itamaraty, André Matoso, essa parceria será fundamental na defesa do biocombustível em painéis e fóruns internacionais.

“O memorando de entendimentos entre Brasil e Colômbia será fundamental para essas ações”, avaliou o diplomata, nesta quinta-feira (14), durante o primeiro dia do Seminário Internacional de Integração Energética Brasil e Colômbia, realizado na Fiesp.

Atualmente, o etanol brasileiro sofre diversas restrições na sua venda fora do País, com taxas de importações não competitivas. Para se ter uma ideia, o produto brasileiro paga US$ 0,54 por galão para entrar no mercado norte-americano.


Nivalde Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel)

Segundo o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) e do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nivalde Castro, a integração energética entre os dois países não será física, por conta da distância, mas econômica. “A contribuição mútua do Brasil e da Colômbia será fundamental para conter os problemas energéticos endêmicos da América Latina”, disse.

De acordo com ele, a Colômbia tem um marco regulatório que permite a expansão de oferta de energia conforme a demanda, além de ser exemplo de país, assim como o Brasil, que possui um desenvolvido marco regulatório do setor elétrico na América Latina.

O acadêmico também ressaltou o pioneirismo brasileiro em cooperação energética e citou a parceria do Brasil e Paraguai, em Itaipu, e do Brasil com a Bolívia, em gás natural. As discussões terminam nesta sexta-feira (15).



Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp