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2ª Oficina de PNRS aborda descarte de pilhas, baterias e resíduos eletroeletrônicos
De acordo com a Abinee, 33% das pilhas entram no País com 80 miligramas de mercúrio. O problema está na falta de fiscalização do governo federal
Diretor de responsabilidade socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e membro do Conselho Superior do Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, André Saraiva foi um dos convidados para participar da 2ª Oficina de Esclarecimento sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
Em sua apresentação, que ocorreu na quinta-feira (23), o diretor abordou o tema Pilhas e Baterias e Resíduos Eletroeletrônicos, no contexto Construindo a Sustentabilidade a partir da PNRS e o Impacto Socioambiental que traz essa Ação.
Para começar, Saraiva mencionou o tamanho e a importância do setor eletroeletrônico responsável por 15% da indústria nacional, por 4,5% do PIB e por empregar cerca de 170 mil trabalhadores diretos.
As áreas setoriais pelas quais estamos divididos vão desde automação industrial, componentes eletroeletrônicos, equipamentos industriais, geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, informática, materiais elétricos de instalação, serviços de manufatura em eletrônica, equipamentos de segurança eletrônica, telecomunicações, utilidades domésticas e portáteis, afirmou o diretor.
Por isso, ele afirma que o governo não pode dar a todas as indústrias as mesmas responsabilidades.
Conscientização
Nós temos que partir da educação ambiental para capacitar o consumidor a interpretar a sustentabilidade contida num produto eletroeletrônico e poder fazer a melhor opção na hora da escolha. E não simplesmente eleger o produto por uma questão de preço, explicou.
Saraiva citou o exemplo das pilhas e baterias que, no Brasil, tiveram de ser modificadas para não conter mais mercúrio. No País, as pilhas são recolhidas para ter o destino correto e não prejudicar o meio ambiente. O problema é que as baterias de fora ainda contém o metal. 33% das pilhas entram no Brasil com 80 miligramas de mercúrio, afirmou ao dizer que a indústria nacional não pode se responsabilizar por isso.
Criticando a entrada de importados ilegais e a falta de fiscalização do governo federal, Saraiva asseverou que o poder público tem de dar o exemplo. As compras governamentais devem contemplar os aspectos socioambientais (...) O governo deve parar de comprar pelo menor preço e começar a comprar pelo melhor preço, completou.
Oficinas
A primeira oficina de esclarecimento ocorreu no dia 30 de agosto e contou com ampla adesão de diversos setores da indústria. Nela foram abordados os principais pontos da Lei 12.305/2010, que trata da regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, e tem andamento em processo acelerado.
Dada a importância do assunto, o Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), realizou a segunda oficina, que tratou dúvidas em relação à logística reversa e aos acordos setoriais.
Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp
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