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São Paulo - 15/09/2010


Realen folheados economiza R$ 72 mil por ano com prática de P+L

Empresa contém gastos operacionais e adota a filosofia de "Melhoria Contínua" que melhorou não apenas a questão ambiental, mas também a saúde financeira


Daniel de Oliveira Ferreira, gestor de Qualidade da Realen

A primeira década do século 21 foi definitiva para uma mudança de posicionamento na Realen Folheados. A empresa prestadora de serviços em galvanoplastia de peças para ornamentação pessoal como anéis, brincos, correntes e pingentes teve seu case apresentado na terça-feira (14), durante a “Conferência de Incentivo as Práticas de Produção Mais Limpa” organizado pelo Ciesp/Fiesp.

O gestor de Qualidade da Realen, Daniel de Oliveira Ferreira, conta que com a implementação do Projeto P+L há cerca de dez anos, promoveu uma "Melhoria Contínua" em vários setores da empresa e conseguiu uma economia de aproximadamente R$72 mil por ano na redução de custos operacionais (água, geração de lodo e descartes etc.).

A quantia economizada tem servido para a ampliação e reestruturação do prédio da empresa e aquisição de novas tecnologias. “Verificamos como um fator indireto a mudança positiva na visão da comunidade e das organizações fiscalizadoras quanto ao segmento, uma vez que era somente visto como degradador do meio ambiente devido aos resíduos gerados pelo processo”, observa Ferreira.

De acordo com ele, a Realen investiu cerca de R$140 mil no Projeto P+L. Como resultado, conseguiu redução de: 

  • Captação de água (economia de R$ 2.340/mês e R$ 28.080/ano);

  • Geração de lodo e seu descarte (de 408 kg/ano baixou para 42 kg/ano e gerou economia para descarte de R$ 600);

  • Redução da quantidade de produtos químicos utilizados no tratamento (R$ 1.920/mês e R$ 23.040/ano);

  • Redução de custos com operador do tratamento (antes gastava-se R$1.800 com encargos) e o tratamento era realizado em 30 dias/mês, hoje esse valor baixou drasticamente para R$ 120 (com encargos) e o tratamento é realizado em até dois dias/mês, gerando uma economia de R$20.160/ano).

    Daniel conta que a prática adotada pela Realen levou as empresas da região a adotarem o mesmo procedimento, devido ao trabalho de divulgação realizado pela Cetesb por meio da mídia e de cartilhas explicativas. “Sabemos que em nosso segmento foram realizados dois projetos de P+L, e que contou primeiramente com cinco empresas do setor e, em um segundo momento, com mais 19 empresas”, pontua.

    Os projetos contaram com a participação e apoio do Ciesp, Cetesb, Indústrias do setor, ALJ e Sindijóias”.


  • Celso Lopes, Agência Indusnet Fiesp

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