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São Paulo - 31/08/2010


Garantir ensino de qualidade é desafio para a Educação no estado de São Paulo

De acordo com dados da Secretaria, o sistema educacional abriga hoje quase 5 milhões de alunos


Maria Inês, assessora de Currículo e Avaliação da Secr. de Estado da Edu.

No encontro do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp, realizado no último dia 27, foi debatida A experiência de São Paulo na busca de Educação de Qualidade, tema detalhado por Maria Inês Fini, assessora de Currículo e Avaliação da Secretaria de Estado da Educação.

Segundo os presentes, alcançar este objetivo é um desafio gigantesco. O sistema educacional do estado agrega atualmente 5.270 escolas, 4.489.398 alunos e 287.891 funcionários. O estado ocupa o 1º lugar no ranking da escolaridade de pessoas entre 15 e 29 anos, conforme apuração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com os últimos dados levantados no sistema educacional paulista:

  • 98% das crianças entre 6 e 14 anos estão na escola;

  • 88% dos jovens entre 15 e 17 anos estão na escola;

  • 69 % dos jovens de 15 a 17 anos frequentam o Ensino Médio na série certa.

    "O currículo deve priorizar a competência leitora e escritora, além de incentivar aspectos lógico-matemáticos", ressaltou Maria Inês Fini.

    Em sua análise, outra ação diz respeito à diversificação curricular no Ensino Médio e à implantação de cursos técnicos articulados por meio de parcerias com prefeituras, como o bem-sucedido projeto entre a Secretaria da Educação e a Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec).

    A assessora da Secretaria esboçou as dez metas estabelecidas, em junho de 2007, para a educação no estado, especialmente cinco itens:

  • Todos os alunos de 8 anos plenamente alfabetizados.

  • Redução de 50% das taxas de reprovação da 8ª série.

  • Redução de 50% das taxas de reprovação do Ensino Médio.

  • Aumento de 10% nos índices de desempenho nas avaliações nacionais e
    estaduais.

  • Metas de qualidade por escola e incentivos aos professores.

    Os integrantes do Conselho refletiram que há conhecimento suficiente sobre os aspectos que dizem respeito à educação, mas o problema recai sobre a questão da governança.


  • Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp