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Meio ambiente e saúde são "menina dos olhos" de empresas brasileiras
Preocupadas com o esgotamento dos recursos naturais, empresas buscam soluções para um futuro sustentável
Se para muitos lutar por um planeta que possa atender a todas as necessidades da humanidade parece algo distante e a longo prazo, para outros já é realidade. Foi o que algumas empresas constataram nesta terça-feira (24), segundo dia da 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental, realizada na Fiesp.
A Carbocloro, por exemplo, apresentou o projeto Voluntários do Rio. A iniciativa idealizada pela empresa que atua em Cubatão contou com a participação da comunidade na limpeza dos rios e mangues.
Vivendo em condições precárias nas chamadas "palas" sobre águas poluídas, a população sofria com a destruição do meio ambiente e os sérios riscos do efeito do lixo sobre a saúde.
Para resolver o problema, desenvolveu-se um trabalho de conscientização entre crianças de 4ª e 5ª série. O projeto foi aplicado em cinco escolas da região e dividido em quatro etapas. Entre elas, o recolhimento do lixo do mangue usando canoagem e a criação de peças teatrais para despertar a conscientização das crianças para o meio ambiente.
Também foram distribuídos materiais didáticos, realizaram oficinas de reciclagem e um concurso familiar, que premiou as cinco melhores redações sobre o meio ambiente com bicicletas e passeios de barco pelo rio.
"Trabalhamos questões ambientais que impactam diretamente na saúde, devido às condições de vida das pessoas", disse Sylvia Vieira, assessora de comunicação externa da Carbocloro, referindo-se aos mangues da baixada Santista.
Experiência Semelhante
Outra experiência de sucesso foi apresentada pela Duratex. Considerada a maior empresa do hemisfério Sul em painéis de madeira, ela criou o projeto Planeta Água um mundo sustentável.
O teatro itinerante foi o agente responsável pelo despertar das crianças sobre a importância da preservação do meio ambiente. A primeira edição aconteceu em 2003, alcançou em 18 cidades e atingiu 25 mil crianças.
"O objetivo é transmitir aos alunos, de forma lúdica e poética, conceitos relacionados ao consumo sustentável, reutilização de materiais e água", explicou Cassius Marcellus Zomignani, gerente da Consultoria Legislativa da Diretoria de Planejamento Industrial da Itaúsa Empreendimentos S.A. e membro do Núcleo de Estudos de Relações do Trabalho do Departamento Sindical (Desin) da Fiesp.
As crianças também ganharam cartilhas, jogos e participaram de um concurso de desenhos. Os melhores foram publicados no livro Mata Atlântica. "A finalidade desse projeto é plantar sementes e conceitos de desenvolvimento, enfatizou Cassius.
Total apoio
Não há como pensar em meio ambiente sem ressaltar as questões da saúde. Com o Slogan "Um novo modo de pensar e fazer a saúde", o projeto Operação Cata Bagulho tem mobilizado a região da Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, em busca da revitalização do meio ambiente.
A parceria é da Organização Social Associação Congregação de Santa Catarina(OS-ACSC), com a subprefeitura da região. Coordenado pela diretora Maria Gloria Zenha Wieliczka, a operação é divulgada pelos agentes de saúde do bairro: "Eles avisam a população sobre a importância de recolher o lixo e informam o dia e horário em que o cata bagulho irá fazer a coleta.
O projeto tem total apoio da população, que carece de saneamento básico na área de mananciais (represa Bilings). Maria Gloria esclareceu que o foco é orientar a comunidade local, combater pontos de resíduos e, principalmente, evitar acúmulo de lixo e água parada.
Além da mobilização pública, há a distribuição de materiais educativos e envolvimento das instituições locais como escolas, professores e educadores ambientais.
Todas as iniciativas resultaram no total empenho da população local que, além de compreender a importância da preservação do meio ambiente, estão ganhando mais qualidade de vida e saúde. "Não há como separar a questão da saúde da questão da educação ambiental", concluiu Maria Gloria.
Camila Grillo, Agencia Indusnet Fiesp
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