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São Paulo - 26/08/2010


João Carlos Martins emociona público em palestra no teatro do Sesi-SP

Durante apresentação na 4ª edição da Mostra, o maestro tocou piano, contou sua história e falou que a cultura é uma ferramenta de inclusão


João Carlos Martins, maestro da Orquestra Jovem Bachiana do Sesi-SP


O teatro do Sesi São Paulo, localizado no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, recebeu na tarde desta quarta-feira (25) o maestro da Orquestra Jovem Bachiana do Sesi-SP, João Carlos Martins.

Convidado a dar palestra na 4ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, o músico emocionou a plateia com sua história de vida e o atual trabalho, desenvolvido com jovens moradores de comunidades carentes.

Martins contou como foi sua iniciação musical e a influência de seu pai na escolha da carreira. Ainda pequeno, aos oito anos de idade, ele iniciou seus estudos de piano. Alcançou notoriedade nacional com apenas 13 e, aos 18 anos, já era reconhecido internacionalmente.

Sua carreira como pianista, porém, foi abreviada devido a um câncer na mão esquerda e a acidentes na mão direita, ocorridos em um assalto e uma partida de futebol. Para continuar seu trabalho com a música, resolveu estudar regência e se tornar maestro. Em 2006, montou sua própria orquestra composta por jovens carentes.

Este ano, com dificuldades financeiras para manter o projeto, o maestro procurou a Fiesp e o Sesi-SP. Sua ideia era que as entidades adotassem um dos músicos do grupo. A proposta foi apresentada a Paulo Skaf, presidente licenciado da Fiesp, que na ocasião resolveu adotar não apenas um, mas o grupo todo.

Hoje, a Orquestra Filarmônica Bachiana Sesi-SP é formada por jovens talentos e músicos experientes, orientados por notáveis professores e artistas. "Minha missão é trabalhar não só com a música, mas também com a questão social", sintetizou o maestro, ressaltando a importância da cultura como ferramenta de inclusão.

Ao terminar sua fala, João Carlos Martins fez uma apresentação exclusiva para o público. Tocou duas músicas no piano, acompanhado do tenor Jean William, um de seus "diamantes", apelido que ele deu aos seus pupilos numa alusão às pedras preciosas.

Depois de muitos aplausos, quem estava presente no teatro teve a oportunidade de fazer perguntas ao músico e conhecer mais detalhes desse trabalho social.

Marcos Amado, Agência Indusnet Fiesp

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