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São Paulo - 25/08/2010


Felicidade no trabalho é sinônimo de produtividade

Parar para respirar pode ser fundamental para ampliar o desempenho profissional, afirmam os especialistas

Para alcançar a sonhada competitividade e alto desempenho, cada vez mais as empresas voltam os olhos para o chão de fábrica do que para o lado de fora. Executivos e CEOs estão entendendo que a base de uma excelente performance empresarial está nas mãos de seus colaboradores. Porém, esses colaboradores precisam estar motivados. E essa motivação nem sempre, ou quase nunca, está associada à remuneração, mas sim à felicidade no trabalho.

Durante a 4ª Mostra de Responsabilidade Socio Ambiental da Fiesp, especialistas apresentaram a técnica da Felicidade Interna Bruta (FIB), que apesar de ter mais de 40 anos ainda é pouco difundida no Brasil.

Este mecanismo baseia-se na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade não deveria ser apenas o crescimento econômico, mas a integração do desenvolvimento material com o psicológico, o cultural e o espiritual.

A base do FIB está fixada em nove pilares: uso do tempo, educação, meio ambiente, padrão de vida, bem-estar psicológico, saúde, vitalidade comunitária, cultura e governança.

"O FIB é essencial para a empresa melhorar suas relações com seus funcionários e clientes, gerando assim uma baixa rotatividade de mão de obra, alta satisfação por parte dos clientes e crescente produtividade e inovação", explicou a antropóloga norte-americana Susan Andrews. "O simples fato de o funcionário parar o que está fazendo e usar o diafragma para respirar já muda o seu comportamento e eleva os níveis de produção", completou.

O FIB é um indicador sistêmico desenvolvido no Butão (pequeno país dos Himalaias, no Sul da Ásia, entre a China e a Índia). O conceito nasceu em 1972, elaborado pelo rei butanês Jigme Wangchuck.

Desde então, o reino de Butão, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), começou a colocar esse conceito em prática. E atraiu a atenção do resto do mundo com sua nova fórmula para medir o progresso de uma comunidade ou nação.

Assim, o cálculo da riqueza deve considerar outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas.

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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