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Impostos são os grandes entraves para o setor produtivo
O Brasil possui uma das maiores cargas tributarias sobre o consumo de energia e isso atrapalha a competitividade da indústria
Mesmo com o aumento do número de empresas e de consumidores que optam pelo Mercado Livre de Energia, a alta carga de impostos ainda torna o custo para o setor industrial elevado demais.
A observação é do presidente do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp, Fernando Xavier Ferreira, durante a realização do painel As Oportunidades do Mercado Livre para a Indústria, realizado na manhã desta terça-feira (10) durante o 11º Encontro Internacional de Energia, em São Paulo.
O Brasil tem um dos custos de energia mais caros do mundo, afirmou Ferreira, cujo ponto de vista foi compartilhado pelo presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, e o diretor da Distribuidora de Energia Tractebel, José Laidener. Ambos frisaram que o Brasil é o campeão mundial de impostos na conta de energia elétrica.
Na visão dos debatedores do painel, há fatores, como o licenciamento ambiental e a renovação de concessões, que estão na base dos problemas do setor energético e que precisam ser resolvidos para que a indústria não perca sua competitividade ou migre para outros países. Os Estados Unidos e a França têm custos de energia menores que os do Brasil, comparou Pedrosa.
A mesa do debate foi coordenada por Fernando Xavier Ferreira e composto pelo presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Antonio Carlos Fraga Machado, presidente da Abrace Paulo Pedrosa, diretor técnico da Tractebel, José Laidener, e diretor da Comex, Luis Fernando Manzano.
Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp
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