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Biocombustível
São Paulo - 10/08/2010


Importação de etanol poderá beneficiar União Europeia e Estados Unidos

Estudo apresentado pela Fiesp mostra que alguns países podem ter redução no preço dos combustíveis e nas emissões de gases de efeito estufa

A adoção de mandatos de consumo e mistura de biocombustíveis na Europa e nos Estados Unidos deverão beneficiar produtores agrícolas, consumidores e o meio ambiente.
 
É o que aponta o resultado do estudo “Impactos das políticas de biocombustíveis da União Europeia e dos Estados Unidos nos mercados globais”, apresentado nesta terça-feira (10), no encerramento do 11º Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp, em São Paulo.

A análise foi produzida pelo International Food Policy Research Institute (IFPRI), com cooperação técnica do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), e teve apoio do Departamento de Infraestrutura da Fiesp e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). 

O documento simula três cenários que podem servir de orientação para estratégia brasileira de produção de biocombustíveis. 

  • Mandatos: aquele em que haverá implementação dos mandatos de biocombustíveis na União Europeia e nos Estados Unidos para alcançar as metas de consumo de etanol e biodiesel em 2020, mantendo as atuais políticas comerciais – incentivos aos produtores locais e barreiras comerciais às importações.

  • Mandatos e reforma das políticas comerciais: implementação dos mandatos de biocombustíveis na União Europeia e nos Estados Unidos nos mesmos moldes, mas com a hipótese de liberalização dos mercados.

  • Mandatos sem o etanol da cana-de-açúcar: implementação dos mandatos de biocombustíveis na União Europeia e nos Estados Unidos nos mesmos moldes, sem importação do etanol da cana-de-açúcar.
     
    Despreparo

    Mesmo com a possibilidade de o Brasil produzir mais etanol para exportação, o diretor geral do Ícone, André Nassar, acredita que a indústria brasileira não está preparada para atender uma grande demanda.

    Ele entende que, caso a importação seja liberada para Estados Unidos e União Europeia, o preço do produto será maior no Brasil: "Se o País exportar muito, como num cenário de liberalização, você tem um impacto no consumo doméstico e o preço subiria um pouco". 

    O estudo aponta, ainda, que poderá haver redução das emissões de gases de efeito estufa, principalmente se as reformas das políticas comerciais forem adotadas. "Estas reformas também poderão impactar positivamente no consumo dos alimentos, com queda no preço das commodities", completou Nassar.


  • Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

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