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Encontro de Energia
São Paulo - 10/08/2010


Geração distribuída abre perspectivas para energia cogerada

Potencial de expansão pode chegar a 14 mil MW até o fim da década, segundo especialistas que participaram do 11º Encontro Internacional de Energia

O plano de universalização da colheita mecânica nos canaviais paulistas deverá estimular o aumento exponencial da oferta de biomassa primária nas usinas de açúcar e álcool.

Este é um dos fatores que poderá elevar também a produção de energia cogerada, a partir da queima do bagaço de cana. Esse tipo de energia já responde por cerca de 6% na matriz energética brasileira, algo próximo de 6 MW dos 105 MW instalados.

Segundo especialistas que debateram Cogeração no 11º Encontro Internacional de Energia, nesta segunda-feira (9), o potencial de expansão pode chegar a 14 mil MW até o fim da década.

“Isso equivale a uma hidrelétrica de Itaipu”, comparou Carlos Roberto Silvestrin, presidente da Associação da Indústria de Cogeração (Cogen), um dos palestrantes no Encontro, no painel moderado pelo diretor de Segurança, da Fiesp, Ricardo Lerner.

“Das 430 usinas existentes, só 88 comercializam a energia gerada a partir da queima do bagaço de cana”, acrescentou Silvestrin. Hoje, a biomassa representa cerca de 6% da matriz energética brasileira.

Desafios

Apesar de a tecnologia usada ser 100% nacional, a competitividade dessa fonte depende de desoneração do investimento na substituição dos equipamentos das usinas existentes, cuja vida útil está se esgotando, observou Suani Teixeira Coelho, professora do Instituto de Engenharia Elétrica (IEE) da Universidade de São Paulo.

Os produtores de açúcar e álcool apostam na bioeletricidade a partir do bagaço de cana. Mas é preciso remover alguns gargalos, como, por exemplo, a “entrega” dessa energia pela rede básica de transmissão. Dispersas entre si e distantes, as usinas dependem de unidades coletoras que “joguem” a energia no sistema nacional.

A Geração Distribuída, para fornecimento de energia em condomínios, hotéis e hospitais, é uma das estratégias para contornar essa dificuldade, apontou James Pessoa, presidente da Vale Soluções em Energia, o primeiro a usar a tribuna no painel “Cogeração a partir da Biomassa e do Gás Natural – Expansão de Novas Tecnologias”, nos debates da tarde de segunda-feira.

Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp

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