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Brasil dobrará produção de energia elétrica de fonte nuclear
O Programa Nuclear Brasileiro foi destaque do terceiro painel do 11º Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura, apresentou nesta terça-feira (10), durante o 11º Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp, as projeções do governo federal para as matrizes energéticas em 2030.
Levando em consideração a previsão de crescimento da população e do Produto Interno Bruto (PIB), o governo prevê que, em 20 anos, o consumo de energia dobrará no País.
O Brasil é um país de porte continental, e precisa de todos os tipos de matrizes energéticas, afirmou Ventura. Atualmente, a energia elétrica proveniente de urânio supre 1,5% do consumo. Em 2030, deverá chegar a 3%.
A prioridade do Brasil é esgotar a capacidade de produção em hidrelétricas, que são a fonte mais limpa e barata. O processo de criação de energia leva em conta competitividade e fatores ambientais, explicou o secretário do MME.
De acordo com o palestrante, a energia nuclear é uma boa alternativa, pois custa menos que outras fontes (petróleo, carvão mineral, gás natural etc.) e é mais limpa. Ventura ainda afirmou que o Brasil tem capacidade para ser exportador de energia nuclear.
Antonio Müller, presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan), destacou que hoje é possível construir usinas em 48 meses.
PEC-122/07
O deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR), autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 122/07, defendeu o fim do monopólio estatal e ampliação de usinas nucleares com fins de geração de energia elétrica. O projeto ainda não tem data para votação pelo Legislativo.
Pela PEC, a União perde monopólio na construção e operação de reatores nucleares. Kaefer defende que as usinas sejam construídas no sistema de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Nós temos extensas reservas de urânio e capacidade de geração de energia, o que garante baixo custo, afirmou.
O deputado afirmou que a segurança nacional não seria afetada pela PEC. O Estado deve se ater a questões primordiais como saúde, educação, segurança, infraestrutura e habitação. Mas nós acreditamos que a iniciativa privada é melhor gestora que o Estado, concluiu.
Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp
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