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Programa Paulista de Petróleo e Gás implantará ações em 90 dias, garante governador
Proposta da Fiesp, que integra conselho gestor, prevê desenvolvimento tecnológico e qualificação da mão de obra no setor petrolífero
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Governador Alberto Goldman assina o Programa, ao lado de João
Guilherme Ometto, que representou
a presidência da Fiesp
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O governo de São Paulo terá 90 dias para iniciar a execução das estratégias aprovadas no Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural lançado na manhã desta segunda-feira (9) na abertura do 11° Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp, garantiu o governador Alberto Goldman.
O objetivo é maximizar os benefícios advindos da exploração dessa riqueza mineral para todas as regiões do estado, especialmente as litorâneas, adiantou Goldman. Ao mesmo tempo, busca minimizar os impactos sociais e ambientais decorrentes dos investimentos na exploração e operação de óleo e gás na Bacia de Santos, acrescentou.
Representando a presidência da Fiesp, o 2º vice-presidente da entidade, João Guilherme Sabino Ometto, assinalou: O Brasil ostenta a mais avançada tecnologia na produção de um combustível novo, que é o etanol. Mas na produção de petróleo, a tecnologia industrial ainda não é toda nacional e precisa ser desenvolvida, porque não interessa produzir essa tecnologia gerando emprego fora, em outros países.
De acordo com o governador, um conselho estadual, que integra 14 secretarias de Estado, prefeituras do litoral paulista, institutos de pesquisa e entidades empresariais, como a Fiesp, será o fórum de debate e aprovação das ações visando garantir sustentabilidade à atividade petrolífera no estado.
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Carlos Cavalcanti, diretor
de Infraestrutura da Fiesp
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A Fiesp vai atuar com muita força e ênfase no desenvolvimento e capacitação tecnológica do setor produtivo e na qualificação de mão de obra, por meio do Senai de São Paulo, assegurou Carlos Cavalcanti, diretor de Infraestrutura da Fiesp.
Em discurso de 40 minutos, Cavalcanti não poupou críticas ao regime de concessão de gás natural da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) e às distorções nas tarifas cobradas pelas empresas concessionárias (Comgás, Gás Brasiliano e Gás Natural).
A falta de infraestrutura de distribuição e a total falta de previsão de que essa política possa ser revertida põem em risco o futuro do setor. Combinado com uma regulação que permite, em São Paulo, as mais altas tarifas de gás natural do Brasil, temos um quadro perverso, senão desesperador, sublinhou o diretor da Fiesp.
Goldman prometeu apurar os problemas e distorções apontados pela Fiesp nas tarifas cobradas ao consumidor de gás natural pelas concessionárias Comgás (britânica), Gás Brasiliano (italiana) e Gás Natural (espanhola).
As críticas são justas, e o governo tomará as devidas providências, como deve tomar um governo sério, afirmou o governador. Quanto à distribuição dos royalties do pré-sal, Goldman lembrou que essa é uma competência do Congresso Nacional, de autonomia do Senado e Câmara Federal.
Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp
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