| |
|
|
Especialistas questionam Plano Decenal proposto pelo governo até 2019
Impacto do custo de geração para o consumidor é uma das preocupações apontadas em evento da Fiesp
O impacto do custo da geração de energia para o consumidor, os entraves ambientais para a instalação de usinas hidrelétricas e a ausência de projeto para a construção de novas termoelétricas foram as principais críticas realizadas ao Plano Decenal de Energia (PDE) 2010-2019.
O projeto foi apresentado nesta segunda-feira (9) por José Carlos Miranda Farias, diretor de Estudos de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética, entidade ligada ao Ministério das Minas e Energia, durante o 11° Encontro Internacional de Energia Fiesp/Ciesp, que prossegue até terça (10), no Hotel Unique, em São Paulo.
A mesa do debate foi coordenada pelo diretor do Departamento de Energia da Fiesp, Marcos Augusto Nascimento, e contou com a presença do consultor João Carlos Neto, do presidente da Andrade & Canelas, Ildo Sauer, e do docente e presidente da IEE/USP, Dorel Ramos Soares.
O PDE incorpora a expansão da demanda e da oferta de recursos energéticos para um período de dez anos, definindo um cenário de referência que sinaliza e orienta as decisões dos agentes deste mercado. Seu objetivo é assegurar a oferta energética sob o tripé da sustentabilidade técnica, econômica e ambiental.
O planejamento decenal constitui base sólida para apoiar o crescimento econômico, visto que a expansão dos diversos segmentos produtivos requer oferta de energia com qualidade e confiabilidade.
Para o consultor João Carlos Mello, a demanda de energia é significativa nos próximos anos nas esferas industrial, comercial, de serviços e residencial, mas, embora o governo esteja fazendo investimentos significativos na área, os impactos do custo na geração devem ser avaliados com cautela.
Farias rebateu a crítica informando que já está trabalhando no próximo plano decenal para o período de 2010 a 2020, e que todos esses aspectos estão sendo considerados. O importante é que o plano vem sendo reavaliado anualmente, pontuou o diretor de Estudos de Energia Elétrica.
Cenário atual
Segundo avaliação do governo, com relação ao ambiente econômico, os indicadores do nível de atividade, tanto no Brasil quanto no exterior, ratificam que o pior da crise, que se estabeleceu nos mercados internacionais em setembro de 2008, já passou, o que traz a tona os gargalos energéticos.
Particularmente no caso brasileiro, o cenário de referência reflete a percepção, relativamente disseminada entre os analistas, de que novo ciclo de crescimento forte e sustentado da economia brasileira esteja se consolidando para os próximos anos, tornando a questão energética essencial.
Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp
LEIA MAIS
Programa Paulista de Petróleo e Gás implantará ações em 90 dias, garante governador
Energia do futuro passa pela construção de matriz limpa
Encontro Internacional de Energia enfoca produção em São Paulo
Modelos de concessão e partilha do pré-sal são discutidos em encontro da Fiesp/Ciesp
Fiesp debate aperfeiçoamento regulatório do setor de energia
Reserva energética brasileira garante demanda de mais dois anos
| |
|