| |
|
|
Governo do Egito quer ampliar em três vezes a corrente com Brasil
Ministro egípcio se valeu da assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul para intensificar relação com o Brasil
|

Rachid Mohamed Rachid, ministro da Indústria e Comércio do Egito
|
O acordo de livre comércio assinado com o Mercosul, durante a reunião de Cúpula do bloco, em San Juan, na Argentina, possibilitará o aumento da corrente entre Brasil e Egito para US$ 5 bilhões, em três anos, informou nesta sexta-feira (6) o ministro da Indústria e Comércio do Egito, Rachid Mohamed Rachid, em coletiva de imprensa na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Atualmente, o volume de comércio entre os dois países é de US$ 1,5 bilhão. O acordo assegura importantes transações para as exportações brasileiras.
Dos 25 principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado egípcio no ano passado, 22 terão tarifa de zero no final do período de desgravação. O acordo de livre comércio cria novas oportunidades para exportações de produtos como frango, café solúvel, papel, automóveis, entre outros.
Para atingir a meta de triplicar o volume do comércio bilateral, Rachid disse que há três missões de trabalho engajadas em: superar os empecilhos alfandegários; melhorar o modelo de financiamentos dos bancos de ambos países para estimular as vendas recíprocas; e modernizar o sistema de transporte e logística.
Distância
O ministro egípcio deu ênfase à questão da logística, pois, segundo ele, a distância é considerada um dos principais entraves ao aumento do fluxo comercial bilateral.
Rachid Mohamed ainda lamentou a falta de voos diretos entre o Brasil e Egito. E os navios que transportam as mercadorias, de acordo com o ministro, fazem diversas escalas, comprometendo o prazo das entregas dos produtos.
Corrente de comércio
O Brasil tem maior atuação no setor agrícola, principalmente nas vendas de minério de ferro e de carnes. Dados do Ministério da Agricultura mostram que os embarques brasileiros ao Egito somaram mais de U$ 480 milhões no primeiro semestre deste ano.
Em 2009, o Egito foi o quarto maior parceiro africano do Brasil, ficando atrás apenas da Nigéria, Argélia e África do Sul. As exportações de minérios representaram 20% do total das vendas brasileiras ao Egito, com US$ 289 milhões.
Em seguida, a exportação de carnes totalizou US$ 281 milhões (19,5%) e a de açúcar e produtos de confeitaria foram de US$ 247 milhões (17,1%).
Representando 64,1% das importações brasileiras provenientes do Egito, os adubos e fertilizantes somaram a cifra de US$ 56,2 milhões. Já o algodão totalizou um montante de US$ 7,4 milhões (8,5%).
Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp
| |
|