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Meio ambiente
São Paulo - 22/06/2010


Ministra Izabella Teixeira reforça necessidade de governança ambiental e diálogo

Perto de ser votado, Código Florestal mereceu destaque em debates na Fiesp. Licenciamento ambiental e Política Ambiental de Estado ganharam atenção


Da esq. p/ dir.: Izabella Teixeira (ministra do Meio Ambiente), João Guilherme Sabino Ometto (vice-presidente da Fiesp) e Walter Lazzarini (presidente do Cosema)

A retomada do papel de negociação do Ministério do Meio Ambiente foi um apelo do presidente Luís Inácio Lula da Silva à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. No entendimento da ministra que substituiu Carlos Minc, a Pasta é transversal ao lidar com todos os temas que tratam do desenvolvimento do País.

“A visão de Meio Ambiente é uma discussão política do Estado e não somente uma política de governo”, ela enfatizou ao tratar detidamente sobre uma governança eficiente, durante reunião do Conselho de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, nesta terça-feira (22).
 
A ministra avaliou as perspectivas da política ambiental do Brasil e os grandes desafios associados não só às questões globais – como clima e biodiversidade –, mas também sobre o impasse das instituições ambientais, o planejamento ambiental e a agenda de desenvolvimento, grandes gargalos atuais.

Outros fatores a serem considerados, na opinião de Teixeira, dizem respeito à descentralização da gestão ambiental até a modernização da legislação para fazer frente ao desenvolvimento que se impõe. E, ainda segundo a ministra, a modernização de ritos do planejamento setorial e de posturas de investidores vis a vis a questão do meio ambiente como condicionante ao desenvolvimento e não uma restrição.

Trata-se de um discurso superado considerar o Meio Ambiente como um atraso para o desenvolvimento: “Estamos em 2010, num país que é uma das principais economias do mundo. A classe empresarial, aqui [na Fiesp], mostra o quanto é importante avançar. Em se tratando de meio ambiente, também se deve levar em conta as variáveis social, tecnológica e econômica. Especialmente, após a conquista da estabilidade que mudou os patamares de desenvolvimento do País”, destacou a ministra.

De acordo com o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometto, "a casa da indústria estará sempre aberta para o debate".



Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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