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Fiesp apoia decisão do governo que adia retaliação contra os Estados Unidos
A federação entende necessária a continuidade das negociações com o governo dos EUA para garantir o cumprimento integral das decisões da OMC
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apoia a conclusão do acordo-quadro entre o Brasil e os Estados Unidos que estabelece os termos para a solução do contencioso do algodão na Organização Mundial do Comércio (OMC).
A Fiesp tem acompanhado o desenvolvimento desta disputa desde seu início e participado, ativamente, junto aos governos e setores privados de ambos os países. A entidade sempre defendeu a busca de solução negociada para evitar a aplicação de retaliações e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção dos interesses brasileiros.
O acordo-quadro anunciado nesta quinta-feira (17) está em sintonia com a visão da federação, tornada pública em posicionamentos anteriores. A Fiesp reconhece que a adequação plena dos programas norte-americanos de subsídios depende de alterações substanciais de suas políticas, o que deverá ocorrer apenas no contexto da revisão da Lei Agrícola, em 2012. Dessa forma, a entidade defendeu compensações temporárias ao setor cotonicultor brasileiro.
O consenso obtido entre as partes pavimenta o caminho para o desfecho positivo da controvérsia, ao prever mecanismos para a redução gradual dos efeitos prejudiciais dos subsídios condenados. No entanto, continuam pendentes definições importantes sobre os limites da revisão da política agrícola norte-americana.
Em razão do caráter transitório do acordo, a Fiesp entende necessária a continuidade das negociações com o governo dos Estados Unidos para garantir o cumprimento integral das decisões da OMC.
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
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