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Desenvolvimento
São Paulo - 12/05/2010


Brasil poderá cumprir Objetivos do Milênio propostos pela ONU até 2015

4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODMs do País apresenta avanços significativos, mas há muito a ser feito


Wagner Caetano, da Secretaria Nacional de Estudos e Pesquisas Político-Institucionais da Presidência da República

Os governos, sozinhos, não conseguirão vencer as dificuldades da realidade brasileira e cumprir os Objetivos do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) a tempo, ou seja, até 2015.

A análise partiu de Wagner Caetano, da Secretaria Nacional de Estudos e Pesquisas Político-Institucionais da Presidência da República, representante do governo federal durante apresentação do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODMs no País, na sede da Fiesp nesta terça-feira (10). “É preciso que a sociedade participe ativamente”, conclamou.

Os avançados recursos tecnológicos, aliados aos ativos financeiros atuais, são auxiliares essenciais na erradicação da fome no mundo, informou Jorge Chediek, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil.


Jorge Chediek, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)

“Os países-membros da ONU assumiram um compromisso público para a construção de um mundo mais pacífico para o século 21. Trata-se de um compromisso moral”, afirmou, categórico.

Para Chediek, os objetivos só serão alcançados com a participação do setor privado, apontando os atuais gargalos brasileiros: maior atenção à saúde da gestante, aliada ao combate à mortalidade materna e a sustentabilidade ambiental.

Brasil: país escolhido pela ONU

Também integrou o encontro Rodrigo Loures, do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, representando o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.


Rodrigo Loures, do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade

Loures destacou o protagonismo do País: “O Brasil foi escolhido para fazer a apresentação do seu case por ocasião da próxima Assembléia Geral das Nações, em setembro, pautada no acompanhamento dos Objetivos do Milênio”.

A apresentação detalhada ao público do 4º Relatório Nacional ficou a cargo de Jorge Abrahão, diretor de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

“O relatório incorpora as últimas sugestões metodológicas feitas pela ONU, como a nova linha de pobreza e o dólar PPC (mede quanto determinada moeda pode comprar em termos internacionais, normalmente em dólar)”, avaliou Abrahão.

Foi ressaltada a importância das políticas sociais e econômicas para se atingir os ODMs, além do atual período de estabilidade monetária:

  • A continuidade e a articulação das políticas sociais ajudaram as famílias pobres a terem renda e suprirem outras necessidades além da renda, por meio de serviços públicos.

  • O mercado de trabalho e as políticas sociais garantiram a melhor distribuição de renda.
     
  • Os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, Previdência Rural, BPC têm papel importante no combate à fome e à pobreza.

  • A política do salário mínimo têm sido um dos mais importantes fatores de promoção do bem-estar nos últimos anos.


  • Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp