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São Paulo - 16/04/2010


Deconcic da Fiesp comemora prorrogação do IPI para materiais de construção

Diretor-titular do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima, falou da iniciativa do governo, durante palestra no Congresso Brasileiro do Aço


Da esq. p/ dir.: Paulo Godoy (ABDIB), Paulo Sérgio Moreira da Fonseca (BNDES), José Sérgio Gabrielli (Petrobras) e José Carlos de Oliveira Lima (Deconcic/Fiesp)
O diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, comemorou a notícia da prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção, anunciada pelo governo, nesta quinta-feira (15). 

“Notícia nova e boa a gente tem que dar logo: o IPI foi prorrogado até o dia 31 de dezembro e, nesta sexta-feira (16) em que o ministro [da Fazenda, Guido] Mantega estará aqui, é importante parabenizá-lo por essa importante decisão”, declarou Oliveira Lima, no mesmo dia, ao abrir sua palestra no Congresso do Aço, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
 
Também estavam presentes ao evento o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e do presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Paulo Godoy, o diretor do Departamento da Indústria da Construção.

Além de falar sobre os diagnósticos, tendências e gargalos do setor, o diretor da Fiesp apontou medidas emergenciais que requerem agilidade de um acordo entre governos e iniciativa privada.

“Um ponto que nos preocupa muito é o déficit habitacional, que ainda é muito alto e hoje está em 6 milhões de moradias. Exemplo disso, temos o ocorrido na última semana no Rio de Janeiro devido as chuvas. Isto sinaliza a necessidade de agilidade e eficiência dos governos”, explicou.


José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic da Fiesp

“A cadeia da construção é de extrema relevância para o Brasil, pois representamos quase 12% do PIB do País. Por esse motivo, trabalhando de maneira coordenada com os governos, ela tem alcançado importantes resultados por meio dos Construbusiness na Fiesp”, completou.

Mão de obra

De acordo com Oliveira Lima, a Fiesp tem unido esforços entre as iniciativas privada e pública para capacitar e qualificar a mão de obra, a curto e médio prazo, em âmbito nacional, para atender à demanda crescente da cadeia da construção.

Atraso

Durante a palestra no Congresso do Aço, o diretor do Deconcic apresentou um exemplo dos entraves burocráticos no momento da obtenção do alvará para obras.

“No caso da cidade de São Paulo, é necessário passar por trinta e cinco etapas até se aprovar um projeto. O tempo médio no Brasil para obtenção do alvará é de 411 dias. Um absurdo”, ressaltou.

Além desse exemplo, Oliveira Lima chamou a atenção para a demora na implementação de um empreendimento rodoviário no Brasil, que tem um tempo médio total de cinco anos e meio – três anos apenas em burocracia e os outros dois anos e meio para a execução das obras.

Congresso

Organizado pelo Instituto Aço Brasil, entidade que representa as empresas produtoras do material no Brasil, a 21ª edição do Congresso Brasileiro do Aço ocorre nos dias 14, 15 e 16 de abril, no Transamérica Expo Center, Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, em São Paulo.

Kacy Lin, Agência Indusnet Fiesp