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Arquitetura verde e tecnologias ambientais são parceiras da saúde
Temas foram debatidos durante seminário sobre Ambiente Hospitalar, na Fiesp

Seminário na Fiesp reuniu especialistas e profissionais dos setores hospitalar e de meio ambiente |
A atenção aos ambientes em metrópoles, a importância dos marcos regulatórios e a gestão pública na área da saúde foram assuntos que mobilizaram especialistas e profissionais da área durante a realização do Seminário sobre Ambiente Hospitalar, realizado nesta terça-feira (30), na Fiesp.
Ao tratar do tema "Marcos regulatórios ambientais relacionados ao ambiente hospitalar, produtos, equipamentos e serviços o papel da Anvisa", Gonzalo Vecina Neto fez o seguinte diagnóstico: "A maior parte da infecção hospitalar é promovida pelo ser humano e não por objetos. Assim, é preciso estar atento à limpeza mecânica, à saúde do trabalhador e ao meio ambiente".
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Gonzalo Vecina Neto, superintendente do Sírio-Libanês
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"Viver é perigoso. O ato de produção não está imune a riscos", avaliou o palestrante ao enfatizar a correlação entre produção e consumo, além dos danos decorrentes. Neto alertou que não existem boas práticas de produção sem investimento.
Outro assunto tratado diz respeito ao papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês, Gonzalo Neto lembrou que a casa de saúde, com seus 350 leitos, produz 8 toneladas/dia de resíduos, sendo que um terço é gerada pela área de alimentos e segue para aterros sanitários.
A saída, segundo ele, foi realizar o tratamento de parte desses resíduos em usinas de compostagem. "O custo é mais alto, porém a sociedade necessita trabalhar essas questões em nome da sustentabilidade", refletiu.
O evento foi incentivado pelo Departamento de Meio Ambiente (DMA), Comitê de Saúde (ComSaude) e o Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar do Estado de São Paulo (Sindratar) e (Sinaemo).
Infraestrutura inteligente

Domingos Fiorentini, médico e arquiteto |
A arquitetura da edificação hospitalar merece há anos a atenção de Domingos Fiorentini. O médico e arquiteto sinalizou saídas como projetos com sistema duplo de alimentação de água, e de esgoto, por exemplo, contendo um sistema negro (para resíduos fecais), que segue para a rede pública, e outro (água de lavatórios, bebedouros etc.) enviado a uma central local de tratamento.
"Trata-se de uma maneira de não depender da intermitência das águas pluviais e da existência dos lençóis freáticos", explicou Fiorentini.
A medida reduz em até 50%, em um hospital, o consumo de água tratada e diminui pela metade a carga de esgoto. O custo é superior de 20% a 30% em comparação com a instalação hidráulica, mas o saldo positivo do impacto ambiental e a economia a médio prazo devem ser considerados.
Outras medidas apontadas incluem o emprego máximo da iluminação natural, o reaproveitamento da energia térmica, a alimentação por grupo motogerador para 100% do hospital, a possibilidade de desligamento da energia da rede pública em horários de alta demanda e o desenvolvimento horizontal de edifícios com construção elevada (portando uma espécie de porão utilizado para alterações nas redes de infraestrutura e evitando que a umidade do solo suba).
Já Genésio Körbes, administrador e consultor, ressalta a gestão hospitalar e seu tripé: responsabilidade social, segurança e gerenciamento de risco, o que envolve certificações. Körbes reforçou os fundamentos do triple bottom line (resultados empresariais medidos em termos sociais, ambientais e econômicos) ao tratar dos prédios verdes, os greenbuildings.
Também foram debatidos outros temas relevantes. Clique nos links abaixo para ver todas as palestras na íntegra (arquivos em pdf)
Ar condicionado no ambiente hospitalar, por Oswaldo Bueno;
Aspectos ecológicos da infecção hospitalar, por Silvia Yuko Eguchi;
A gestão de resíduos no ambiente hospitalar, por Roberval Bichara Battaglini;
Inovações tecnológicas incluindo questões ambientais em equipamentos médico-hospitalares, por José Henrique Camargo;
Arquitetura de Hospitais, por Domingos Fiorentini;
Inativação de resíduos de serviços de saúde por microondas, por Reinaldo Pisani Jr;
Equipamentos de alto desempenho para uso em clínicas e hospitais;
Tecnologias ambientais na gestão hospitalar, por Genésio Körbes.
Entre os participantes, na abertura dos trabalhos do dia, Rogério Medela (DMA da Fiesp e Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar do Estado de São Paulo-Sindratar), Paulo Dallari Soares (DMA) e o vereador Gilberto Natalini (PSDB-SP).
Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp
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