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| Olimpíada do Conhecimento |
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Gêmeos unem afinidades para defender São Paulo na Mecatrônica
Wellington e Welison garantem que rotina de treinamento para a competição fortaleceu laços familiares e contribuiu para consolidar ambições profissionais
Há menos de um ano, a afinidade entre os gêmeos Wellington e Welison Meneguini de Fátima se limitava à aparência física. De personalidades e aspirações totalmente distintas o primeiro ambicionava fazer carreira na área industrial, enquanto o segundo sonhava em ganhar a vida como músico eles deixaram as diferenças de lado para construir um sonho comum: vencer a Olimpíada do Conhecimento na modalidade mecatrônica e trazer o ouro para o Estado de São Paulo.
Esse evento é uma oportunidade para a vida inteira, que pode mudar o destino profissional de qualquer um dos participantes, observa o dedicado Wellington, ex-aprendiz nas oficinas de Mecânica de Usinagem do Senai de Suzano e, atualmente, aluno do curso técnico de Mecatrônica, da Escola Senai Armando de Arruda Pereira, de São Caetano do Sul.
Determinado a seguir carreira na área, Wellington afirma que a puxada rotina de dez horas de treinamento nos últimos seis meses o aproximou de Welison. Antes brigávamos por qualquer motivo. Agora, aprendemos que precisamos ser parceiros e deixar as diferenças individuais de lado para construir um projeto de vida.
Para Welison, o mais importante de todo o processo de preparação para a Olimpíada foi o aprendizado em relação a novos valores. Continuo gostando de música e ainda toco guitarra regularmente, mas entendi que é importante ser comprometido com um projeto, dedicar-se a ele e não desistir na primeira dificuldade.
Durante as competições, a dupla garante que faz do parentesco um diferencial para desenvolver um bom trabalho. Enquanto eu faço a programação, meu irmão se responsabiliza pela montagem do sistema; após a conclusão da tarefa, um revisa o trabalho do outro, explica Wellington, que garante que todas as críticas são aceitas com maturidade. A maior vantagem de brigar com um irmão é que as pazes são feitas naturalmente. Não fica um clima estranho porque compartilhamos, desde pequenos, os mesmos valores.
Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp
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