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"Estatização encareceria desenvolvimento brasileiro", diz Bolívar Lamounier
Especialista defendeu que "opção ideológica" pode levar o País a modelo nacional-desenvolvimentista

Bolívar Lamounier, cientista político |
O cientista político Bolívar Lamounier afirmou que um governo sob a liderança da ministra Dilma Rousseff poderia tornar o custo do desenvolvimento socioeconômico brasileiro muito alto. A declaração foi feita durante a reunião mensal do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, na manhã desta segunda-feira (1/3).
Na opinião de Lamounier, a coalizão que gira em torno da pré-candidata é adepta de políticas públicas "ultrapéssimas", que não são capazes de cumprir com as reformas mais importantes ao País, principalmente a educacional, destacou.
Para ele, isso corre devido à inclinação estatizante do grupo, posição que nunca deixou de existir no PT. E caso Dilma vença a corrida presidencial, continuou o palestrante, esta vertente será consolidada, o que pode levar o Brasil ao modelo do nacional-desenvolvimentista de 40 anos atrás.
O projeto Pré-sal é um exemplo contundente dessa opção ideológica: o papel atribuído à Petrobrás é de operador único do sistema de exploração. A criação de uma empresa estatal como centralizadora tanto quanto, ressaltou o especialista.
Polos internacionais
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Roberto Rodrigues, presidente do Cosag
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Durante o encontro, Lamounier enfatizou que a percepção internacional está contagiada por um tom de otimismo, defendido pelos setores governamentais e empresariais cada vez mais confiantes no desenvolvimento nacional. Estamos no caminho para solucionar problemas importantes, como o da energia e da infraestrutura, mas o ufanismo exacerbado pode ser o entrave ao desenvolvimento, já a médio prazo, argumentou o cientista político.
De acordo com ele, os órgãos internacionais de regulamentação como a ONU estão perdendo sua legitimidade e poder de atuação. Atualmente, o comércio global e as relações internacionais estão polarizadas entre Estados Unidos e China. Sem o aval destes protagonistas nada é aprovado no mundo de hoje, prosseguiu.
Para o especialista, este cenário somente viria confirmar a necessidade de maior atenção das lideranças nacionais aos rearranjos e configurações externas.
Clima nebuloso
O presidente do Cosag e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse que os partidos políticos, tanto o PT quanto o PSDB, ainda não mostraram projetos políticos claros em relação a medidas sociais e econômicas, fato que pede mais tempo para análises profundas.
A única conclusão que podemos fazer com clareza é que o clima ainda é muito nebuloso, sintetizou Rodrigues.
Thiago Eid, Agência Indusnet Fiesp
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