| |
|
|
Brasil é o 3º país que mais dá incentivo de P&D ao setor privado
Informações apresentadas em reunião do Contec da Fiesp mostram que estamos entre os países que mais oferecem renúncia às empresas
|

Carlos Américo Pacheco, da Unicamp (segundo, da esq. p/ dir.): Temos muitos avanços, mas um longo caminho pela frente
|
O apoio para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do setor privado do Brasil vem aumentando nos últimos anos, conforme levantamento mostrado por Carlos Américo Pacheco, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A apresentação foi feita nesta sexta-feira (12) aos membros do Conselho Superior de Tecnologia e Competitividade (Contec), presidido pelo professor Carlos Henrique de Brito Cruz, como parte da palestra de Pacheco sobre O Regime Brasileiro de Incentivos de P&D no Setor Privado. Temos muitos avanços, mas um longo caminho pela frente, afirmou.
Pacheco atribui o bom desempenho brasileiro à renúncia fiscal pela Lei de Informática, que depende essencialmente do desempenho econômico do setor, e pela Lei do Bem, que tem número crescente de empresas participantes. Eles explicam quase 90% do aumento do apoio público para P&D, observou.
O crescente número de empresas habilitadas a usufruir destes incentivos também tem despertado o interesse pela inovação. Exemplo disso é que, em 2006, a Lei do Bem tinha 130 participantes e, em 2008, saltou para 441.
Apesar dos números positivos, Pacheco alertou para a principal dúvida: a capacidade de alavancar o P&D privado. O conjunto do sistema de incentivos brasileiro tem sido pouco eficaz em alterar de maneira radical o quadro da inovação brasileira.
Segundo ele, estimativas do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) indicam que a renúncia da Lei do Bem tem características muito positivas por induzirem a um investimento elevado, cinco vezes maior que os benefícios concedidos.
Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp
| |
|