INFORMAÇÕES DA INDÚSTRIA  
NEWSLETTER  
CLIPPING DA INDÚSTRIA
REVISTA DA INDÚSTRIA
MACRO VISÃO
INFORMATIVO REGIONAL
CAPITAL HUMANO
 
 
   
 
Capital Humano
São Paulo - 27/01/2010


Portal da Fiesp mapeia mercado de trabalho e identifica necessidades de formação em SP

Indústria e governos estadual e federal assinaram acordo de cooperação para otimizar investimentos em qualificação profissional


"Não podemos deixar que falte mão de obra e é importante que assumamos este desafio juntos”, afirmou Paulo Skaf (ao centro), sobre  parceria entre indústria e governos estadual e federal

De olho na oportunidade que se anuncia para a indústria brasileira na década do esporte, e na otimização dos investimentos em formação profissional para evitar apagões de mão de obra, a Fiesp acaba de lançar um portal eletrônico (www.fiesp.com.br/capitalhumano) com o retrato da dinâmica do mercado de trabalho e o mapeamento da educação profissional existente em cada município paulista.

A iniciativa é parte de um amplo projeto encabeçado pelo Departamento de Ação Regional (Depar/Fiesp), intitulado Gestão do Capital Humano, que inclui temas específicos como a inclusão social e a qualificação de pessoas com deficiência.

O objetivo é entender quais são as necessidades de qualificação da mão de obra, por setor e município, e saber se os cursos oferecidos atendem à vocação de cada região.

O projeto se estendeu para uma parceria entre a Fiesp e as entidades voltadas à formação profissional – Senai-SP, Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), que assinaram, nesta quarta-feira (27), um acordo de cooperação para a gestão do programa.

“Por vezes, as pessoas não conseguem uma oportunidade no mercado de trabalho por falta de formação ou de reciclagem. Nós não podemos deixar que falte mão de obra, e é importante que assumamos este desafio juntos”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi e Senai de São Paulo, sobre a parceria entre a indústria e os governos estadual e federal.

“O projeto Capital Humano fez isso de forma organizada. Com a nova ferramenta, sabemos onde está a demanda e a oferta, com inteligência e estratégia”, argumentou Skaf. “É um excelente instrumento para maximizar recursos, fazer mais com menos”, enfatizou.

Vocação regional

A região de Jundiaí foi escolhida para aplicar a nova metodologia em fase piloto, em parceria com o Ciesp local, devido à diversidade do parque industrial da região. Com os resultados, percebeu-se que a pesquisa poderia ser replicada para outras áreas do estado e funcionar como aliada nas tomadas de decisões de investimentos em formação.

“A indústria precisa antecipar suas demandas, e as instituições educacionais, por sua vez, precisam oferecer cursos que atendam às necessidades do momento”, pontuou Vandermir Francesconi Junior, diretor-titular do Ciesp Jundiaí. “Não adianta um sem-fim de cursos, se os profissionais não conseguirem se empregar”, emendou.

Segundo o diretor, é fundamental conhecer a vocação regional para otimizar os investimentos em novos cursos e direcionar a oferta. “Em Jundiaí, não havia curso do Senai para a construção civil. Fizemos um trabalho para definir quais formações eram necessárias. No setor de cosméticos, por exemplo, há mais de 500 vagas em aberto, que as empresas não conseguem preencher”, ressaltou.

Tendências: Construção Civil

Além de lançar o portal com informações regionalizadas sobre o mercado de trabalho e o mapeamento da educação profissional no estado de São Paulo, o Depar/Fiesp também apresentou o primeiro estudo de projeção por demanda de mão de obra no período 2010-2012, com o setor da Construção Civil. O levantamento será feito bimestralmente com novas cadeias produtivas.

De acordo com o estudo, o Brasil deverá contratar mais 3,5 milhões de trabalhadores até 2012. Desse total, 1,5 milhão de vagas se concentram no estado de São Paulo, e só o setor da Construção Civil será responsável por 52 mil contratações no período. Segundo dados do Caged/MTE (dez/09), há 32,28 milhões de empregos formais no Brasil.

A pesquisa identifica a demanda futura de formação de mão de obra em três categorias: técnico e supervisores (dois anos), cursos com mais de 200 horas (aprendizagem industrial mais sistemática) e cursos com menos de 200 horas, que não exigem qualificação de longa duração. 

Considerando três variáveis – taxa de crescimento econômico (PIB), taxa de reposição de estoque de trabalhadores e taxa de produtividade –, o levantamento prevê uma geração de 4.497 vagas de nível técnico, 26.326 ocupações que exigem qualificação mais rápida, com menos de 200 horas, e 8.934 postos que demandam cursos de formação com mais de 200 horas.

Todas as categorias estão subdivididas em cinco famílias ocupacionais mais demandadas pelo setor da Construção Civil, e fornecem o detalhe da qualificação exigida, por tipo de profissão.

Para ver o estudo completo, clique aqui.

Ouça o boletim da Agência Radioweb sobre o lançamento do projeto Capital Humano.



Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp