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Energia
São Paulo - 15/12/2009


Brasil mostrará seu potencial energético sustentável na COP-15

Carlos Cavalcanti, diretor de Energia da Fiesp, apresentará as características da matriz energética e os avançados programas de geração de energia

Com um potencial energético único no mundo, o Brasil tem muito a contribuir com as discussões sobre mudanças climáticas que passam pela produção e geração de energia.

O diretor de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti, mostra nesta quarta-feira (16), às 16h, hora local de Copenhague (13h no horário de Brasília), no Espaço Brasil na COP15 (Hall C7), como o Brasil se antecipou a este debate e de que maneira é possível cooperar com as outras nações.

Enquanto muitos países utilizam termelétricas movidas a carvão, o Brasil produz energia em hidrelétricas, ainda com capacidade de exploração de 70%. "Atualmente, produzimos 78 mil megawatts, mas podemos ampliar este número para 261 mil megawatts", argumenta Cavalcanti.

O sucesso do programa de etanol brasileiro também ganha destaque na apresentação do diretor Cavalcanti. A produção do combustível, obtido a partir da cana, tem sido impulsionada pelo melhoramento genético da matéria-prima e pela inovação tecnológica da indústria automotiva.

Os investimentos em pesquisa e inovação permitiram que o País também desenvolvesse a produção de bioeletricidade, gerada a partir do bagaço da cana. O setor projeta que até 2015 o País possa produzir 10 mil megawatts de energia, contra os 3,5 mil megawatts atuais.

O Brasil tem potencial para produzir outros tipos de energia, como a nuclear e a eólica, sendo que esta última teve seu primeiro leilão realizado nesta segunda-feira (14) e movimentou R$ 19,6 bilhões com a contratação de 1.805,7 MW de potência, a um preço médio de venda de R$ 148,39/MWh.

"Nosso país tem um firme compromisso para com seu povo e ao mundo. Energias renováveis são a chave do futuro da energia para o mundo inteiro, e nós já estamos fazendo nossa parte", afirma Cavalcanti.

Lucas Alves, de Copenhague, Dinamarca, Agência Indusnet Fiesp

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