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Mudanças climáticas vão influenciar o comércio no mundo
Diretor de negociações internacionais da Fiesp discutirá, nesta 3ª feira, em Copenhague, os impactos de acordo climático no comércio internacional
O meio ambiente se tornou tema transversal a todos os processos produtivos há aproximadamente 15 anos, influenciando de maneira evolutiva e impactando os acordos de comércio internacional.
As decisões que deverão ser tomadas na Cúpula do Clima, que a Organização das Nações Unidas (ONU) realiza até o dia 18 em Copenhague, Dinamarca, poderão causar perdas de níveis concorrenciais aos países.
Na palestra que a Fiesp realiza nesta terça-feira (15), às 16h30, hora local de Copenhague (13h30 no horário de Brasília), no Espaço do Brasil na COP15, o diretor de negociações da entidade, Mário Marconini, discute como o setor produtivo poderá ser afetado pelas metas de redução das emissões de gases de efeito estufa e seu impacto nos negócios.
"A falta de diálogo entre a OMC e a UNFCC (para a sigla de Convenção das Partes das Nações Unidas em Mudanças Climáticas) continua a ser um grande abismo que pode contribuir para o aumento do protecionismo", avalia.
Outra preocupação apontada por Marconini e que será levada ao debate desta terça é que os países desenvolvidos poderão usar a crise financeira e o regime de mudança climática como desculpas para promover ajustes de fronteira, tarifas e subsídios.
"Novos estudos e pesquisas devem ser produzidos a fim de esclarecer as relações entre as alterações climáticas e o comércio mundial", defende.
Segundo ele, a Fiesp entende que os regimes de mercado são mais eficientes e transparentes para a redução das emissões de gases de efeito estufa e representam menor custo de adaptação do que a criação de tributação através de instrumentos jurídicos.
Lucas Alves, de Copenhague, Dinamarca, Agência Indusnet Fiesp
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