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Conferência de Produção Mais Limpa premia respeito socioambiental atrelado à educação
Diretor do Ciesp afirma que mudanças estão nos jovens. Para Paulo Skaf, inovação com sustentabilidade deve ser estendida aos pilares da gestão pública

Eduardo San Martin, diretor
de Meio Ambiente do Ciesp |
A mudança está nos jovens; a força que eles têm é maior que todas as outras juntas. Com estas palavras o diretor do departamento de Meio Ambiente do Ciesp, Eduardo San Martin, abriu a Conferência Paulista de Produção Mais Limpa, na manhã desta segunda-feira (23).
Com o tema Incentivo às Práticas de Produção Mais Limpa, o objetivo do evento foi estimular e reconhecer as melhores práticas aplicáveis às indústrias ou universidades.
Os requisitos avaliados foram: a otimização de recursos naturais e de processos, a geração de efluentes líquidos, gasosos e resíduos sólidos, o uso de tecnologias para prevenção da poluição, a apresentação de resultados e a integração e o relacionamento com a indústria.
Para San Martin, mudar o comportamento cotidiano das pessoas é muito difícil, porque determinadas posturas estão muito enraizadas. Por isso, apostar no trabalho com as novas gerações é fundamental, aproveitando todo o período escolar, para um mundo com mais respeito ambiental e responsabilidade social.
Nos jovens estudantes é que se concentra o maior potencial para viabilizar transformações necessárias ao mundo, destacou.
Com menos se faz mais

Paulo Skaf, presidente da Fiesp |
Na mesma ocasião, Paulo Skaf argumentou que o projeto sustentável deveria ser ampliado a novas frentes. Educação, saúde e segurança. Para os principais pilares da gestão pública, menor gasto de recursos significa maior produção, defendeu.
Na opinião do líder empresarial, o custo benefício de investimentos em linhas de produção mais limpas é muito grande e tende a aumentar a competitividade das empresas.
Skaf ainda chamou atenção para a importância que este tipo de incentivo adquire em vista da extensa agenda do País para os próximos anos, em destaque a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016, a exploração da camada do Pré-Sal.
São acontecimentos que exigirão investimentos de bilhões de reais em infraestrutura, e se não começarmos a pensar no desenvolvimento atrelado à educação e inovação não estaremos no caminho da sustentabilidade, adverte.
Todos são vencedores
Os projetos que ficaram em primeiro lugar, premiados com notebooks, foram:
Universidade Anhembi-Morumbi:
"Logística Reversa das embalagens de materiais recicláveis, do estudante César Caio de Lima;
Universidade Belas Artes:
Quanto mais quente, mais frio, do estudante Rodrigo Rocha Martins;
Universidade Cruzeiro do Sul:
Produzir sem Poluir, da estudante Jaqueline Mota Leite;
Centro Universitário FEI:
Implantação de um sistema que otimize o consumo de energia elétrica de condomínios e de salas comerciais em edifícios, sem realizar grandes reformas, do estudante Evandro Deliberali;
Fundação Getúlio Vargas FGV:
Práticas e ações eficientes, do estudante Alessandro Pelosof;
Faculdades Metropolitanas Unidas FMU:
Redução de resíduos de papel impressos, da estudante Luana Ferreira de Lima
Universidade Mackenzie:
Captação da luz solar por meio de arcos de espelho, do estudante Pedro Lindenberg Mota;
Instituto Mauá de Tecnologia:
Utilização de refugo de espuma rígida de polioretano em argamassas, da estudante Natália Miranda Leite;
Pontifícia Universidade Católica PUC:
Reciclagem de equipamentos de informática, da estudante Gilvânia Santos de Oliveira;
Universidade Rio Branco:
Luz solar refrigerando o ar, do estudante Heitor Rossi Machado;
Trevisan, Escola de Negócios:
Iluminação mais limpa: redução do consumo de energia e na emissão de mercúrio, do estudante Eduardo Garcia Bandieira;
Universidade Santo Amaro Unisa:
Unisa rumo à sustentabilidade, do estudante Jhoney Histevam Alves;
Universidade São Judas Tadeu:
Eficiencia energética no dimensionamento de reservatórios de abastecimento, do estudante Raphael Mota Valentim;
Universidade de São Paulo USP:
Criação de um sistema de pré-aquecimento de um efluente, através da utilização do vapor dágua de evaporadores, do estudante Victor Salazar Marques
É na cabeça de alunos como vocês que temos nossa maior arma para projetar o Brasil no exterior. Portanto, todos aqui já são vencedores, concluiu o presidente Paulo Skaf.
Para conferir os resumos dos projetos julgados e apresentados pelas universidades, clique aqui.
Thiago Eid, Agência Indusnet Fiesp
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