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Investimento em hidrovias pode reduzir até 68% das emissões de poluentes
Transporte hidroviário é 90% mais limpo que o rodoviário, afirma diretor da Antaq

Fernando Fialho, diretor-geral da Antaq |
O Brasil deve começar a pensar o transporte hidroviário como solução logística e ambiental para o setor. Seguindo este caminho, poderá triplicar a eficiência de distribuição de seus produtos e, ao mesmo tempo, reduzir até 68% da emissão dos poluentes rodoviários.
Foi o que garantiu o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, durante o 5º Seminário de Logística da Fiesp, na tarde desta terça-feira (17).
Segundo ele, os veículos rodoviários são responsáveis pela emissão de 98% do CO² proveniente dos transportes brasileiros. Dessa maneira, desenvolver o potencial hidroviário do País significa reduzir 68% dos gases de efeito estufa. A hidrovia é a própria mitigação ambiental. Ela é 90% menos poluente, ressaltou Fialho.
Contudo, o diretor defendeu que estes resultados apenas serão alcançados caso a regulamentação leve em consideração o limite de eficiência de cada tipo de transporte. Precisamos usar de forma racionalizada cada um dos modais. No Brasil, mais de 70% do escoamento é rodoviário, o que não é adequado às nossas dimensões continentais, explicou.
Além disso, prosseguiu, todo o dinheiro poupado com uma logística mais eficiente permaneceria nas mãos dos produtores e, assim, beneficiaria toda a sociedade.
Por terra
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Hederverton Andrade, superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres
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No mesmo sentido, o superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Hederverton Andrade Santos, também definiu a importância de novos marcos na regulação das rodovias e ferrovias do Brasil.
Para isso, disse o representante, a Agência propõe algumas mudanças em suas metas.
No segmento rodoviário:
Licitações que priorizem tarifas mais baixas;
Obras por gatilho além das definidas em contrato, as empresas licitadas deverão realizar outras obras ao longo do período de concessão, considerando as características da região e de seu tráfego;
Desconto tarifário por inexecução no qual as tarifas são cobradas de acordo com a qualidade do serviço prestado.
Para as ferrovias:
Revisão do price-cap o valor autorizado das cobranças tarifárias está muito acima do custo do transporte. Assim, a ANTT prevê uma nova clausula para rever o preço cobrado a cada cinco anos;
Modelo de Custeio exatamente para regular o custo do transporte e sua respectiva tarifa;
Operador Ferroviário Independente o usuário que tiver sua própria locomotiva e vagões poderá utilizar a malha ferroviária, mediante pagamento à empresa responsável;
Estas ações tem como função garantir serviços baratos e de qualidade aos usuários, bem como aproximar a ANTT das necessidades mais importantes das empresas do setor, conclui Santos.
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