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Comércio Exterior
São Paulo - 10/11/2009


Brasil tem diversas oportunidades de investimento para empresas italianas

Bens de consumo e varejo são debatidos em Fórum: gôndolas têm espaço para marcas italianas, mas impostos e tributos não facilitam presença


Thomaz Zanotto, diretor do Derex da Fiesp

O recente processo pelo qual passou a sociedade brasileira, de transformação de seu tecido social, criou outro cenário para o País.

"A estabilização econômica dos últimos anos incrementou o mercado de consumo com a entrada de mais de 30 milhões de pessoas, das chamadas classes C, D e E, em função de políticas sociais adotadas e da elevação real do salário, especialmente do mínimo”, avaliou Thomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

A reflexão foi feita durante os debates sobre o setor de bens de consumo e do varejo, durante o II Fórum Econômico Brasil-Itália, realizado nos dias 9 e 10, na sede da entidade.

O Brasil não é somente um mercado de grandes dimensões, mas também de boas perspectivas. A afirmação de Alberto Serrentino, diretor da agência Gouvea & Souza, reflete o acesso mais amplo do consumidor ao crédito e as fartas possibilidades de negócios, inclusive em função das Olimpíadas, no Rio, e da Copa. Mas, há dificuldades a serem superadas.


Alberto Serrentino, diretor da agência Gouvea & Souza

Segundo Giovanni Sacchi, diretor geral do Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE), “o Brasil tem impostos e tributos complexos – ICMS, IPI, Cofins – que, em cascata, não facilitam nossa presença [da Itália], no Brasil”. Mesmo assim impera o otimismo: “será possível colocar um pé nesse mercado [o brasileiro], ampliando os negócios”.

O mesmo otimismo é compartilhado pelo consumidor brasileiro, segundo recentes pesquisas feitas pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo. O índice de confiança do consumidor, para os próximos meses, é elevado e deve se refletir nas vendas do Natal, que deverão crescer de 12 a 15% em comparação com 2008.


Giovanni Sacchi, diretor geral do ICE

Todos os setores guardam boas perspectivas. De 2008 a 2010, a expectativa de crescimento do franchising, por exemplo, é de 50%, índice plausível de ser alcançado, pois em 2009 já se registrou incremento de 14,5%, superando as previsões da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Há espaço para que as empresas italianas atuem nesse setor e, também, no de supermercados. Com faturamento nominal de R$ 158,5 bilhões, em 2009, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), e crescimento acumulado de 5,37% de janeiro a setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, as gôndolas brasileiras ainda estão carentes de produtos italianos. Um bom motivo para desembarcar em breve novas marcas no País.



Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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