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Brasil é baixo emissor de carbono, mas pode melhorar performance
Faltam marcos regulatórios e mecanismos de financiamento
O Brasil já é um emissor de baixo carbono, dependendo da definição, considerando-se que a energia limpa representa 46% da matriz energética; na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é 6,7%; e a média mundial é de 13 pontos percentuais. Também é expressivo o número de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) concentrados, em sua maioria, nas regiões Sudeste (47%) e Sul (24%).
"O nosso gargalo é o setor florestal", avaliou Adriano Santiago, coordenador substituto de Mudança Global do Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia, no painel Energias Renováveis e mercado de crédito de carbono, no 10º Encontro Internacional de Energia. O evento foi promovido pela Fiesp/Ciesp, dias 5 e 6, no Hotel Unique, em São Paulo.
Marco Antônio Fujihara, diretor da Key Associados, concordou com o representante do governo. O Brasil é baixo emissor de carbono, líder em MDL e tem a obrigação de tirar vantagem disso, disse, atento à tendência de se apostar na energia térmica a curto prazo e nas renováveis somente a médio e longo prazos. E citou três pontos fundamentais: "a performance dos projetos é 'sofrida', faltam marcos regulatórios e mecanismos mais criativos em termos de financiamento".
Para Fujihara, o mercado voluntário de carbono depende exclusivamente da vontade de quem compra e de quem vende: "a gente não está vendo, mas tem dinheiro em cima da mesa", cutucou.
"Houve um crescimento monetário de 1.200% do mercado de carbono, de 2005 a 2008", alertou Otávio Lobão Vianna, chefe do Departamento de Operações do Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele frisou que as mudanças climáticas têm o potencial de alterar demandas de bens e serviços, em função da emissão de carbono.
No potencial de emissões para o primeiro período de obtenção de créditos, o Brasil ocupa a terceira posição, com 367 milhões de toneladas equivalentes.
Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp
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