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Parceria entre Brasil e Polônia visa tecnologia e produção de material militar
Sistema brasileiro de comando e reconhecimento é um dos interesses da comitiva de Defesa da Polônia

Bogdan Klich, ministro de Defesa da Polônia |
As tecnologias modernas aliadas à democracia impulsionaram o desenvolvimento da indústria polonesa, que abriu comercialmente as portas para outros países, incluindo o Brasil.
A afirmação foi feita pelo ministro de Defesa, Bogdan Klich, durante a abertura do Fórum de Defesa Brasil-Polônia, nesta segunda-feira (5), que se desdobra em rodada de negócios, nesta terça (6), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
No encontro, estabeleceu-se o desenvolvimento de políticas com a indústria de defesa entre os dois países e um cooperativismo benéfico para ambos os governos, cuja parceria comercial deve se estreitar ainda mais nos próximos 3-4 anos.
"Nossa intenção é iniciar as atividades de fomento entre Brasil e Polônia antes da Olimpíada de 2016, informou Klich.
Participam do evento organizado pelo Departamento da Indústria da Defesa (Comdefesa) da Fiesp, 27 empresas polonesas subordinadas ao Ministério da Defesa; outras empresas privadas além de 50 brasileiras. Só o Bumar, maior grupo polonês do setor, agrega 23 indústrias que produzem veículos blindados, armas e sofisticados sistemas de eletro-ótica.
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Jairo Cândido, diretor do Comdefesa
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Para o ministro, a Polônia necessita de sistemas de defesa com dupla aplicação militar e civil e se deve considerar, inclusive, a mudança do perfil do conceito seguranças interna e externa e ameaças civil e militar, em função de fatores recentes, como econômicos e ecológicos, por exemplo.
Segundo Klich, são destaques da indústria polonesa: seus sistemas anti-aéreo e de radar, veículo blindado de transporte e equipamento individual para soldado. Em contrapartida, o país parceiro entende que o Brasil contribui muito quando o assunto é tecnologia, especialmente o sistema C4ISR, de comando e reconhecimento.
Em visita recente à Polônia foi possível compreender o compromisso deste país com a modernização de sua indústria de defesa e a inovação tecnológica. Esses fatos justificam a presença da delegação polonesa em nosso País, avaliou Jairo Cândido, diretor do Comdefesa.
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José Elito Siqueira, general do Exército
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Já para o general do Exército, José Elito Siqueira, a estratégia brasileira é reorganizar as Forças Armadas e reestruturar sua indústria da defesa. Elito chamou a atenção para a região Amazônica e a necessidade de comando, controle e alta mobilidade de presença. Também destacou a capacidade do País, em função de suas dimensões continentais que fazem divisa com uma dezena de países: são 17.000 km de fronteiras terrestre e 7.400 km, marítima.
Em 2008, a Polônia dobrou suas exportações com o Brasil, superando a cifra de US$ 1 bilhão. Após a democratização, a Polônia construiu um dos mais diversificados parques industriais de Defesa da Europa e conquistou a segunda posição entre os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A comitiva polonesa foi recebida pelo general José Elito Siqueira, secretário de ensino, logística, mobilização, ciência e tecnologia do Ministério da Defesa. Entre as autoridades presentes, o embaixador da Polônia no Brasil, Jacek Junosza Kisielewski, o comandante militar do Sudeste, general Antônio Gabriel Esper e o vice-ministro de Economia da Polônia, Dariusz Bogdan.
Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp
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