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Congresso da Indústria
São Paulo - 29/09/2009


Cláudio de Moura Castro critica Ensino Médio e educação profissional

Economista analisou deficiências do ensino brasileiro no encerramento do Congresso da Indústria

O modelo do Ensino Médio e a estrutura da educação profissional do País foram duramente criticados pelo economista Cláudio de Moura Castro, um dos convidados do painel sobre educação, que encerrou a programação do Congresso da Indústria 2009, realizado pela Fiesp e o Ciesp nesta segunda-feira (29), em São Paulo.

Na avaliação de Castro, os estudantes brasileiros matriculados no ensino regular sofrem com o excesso de conteúdo. “Isso ocorre porque temos um único tipo de escola para essa faixa de jovens, diferentemente do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, onde há diferentes formatos de colégios, que contemplam perfis variados de alunos”.

Outro mal endêmico, na opinião do economista, é a interdisciplinariedade das matérias. “Não conseguimos resolver nos bancos escolares até que ponto as diferentes disciplinas se conectam ou são independentes”, enfatizou.

A educação profissional também foi alvo de avaliações negativas do economista. A observação mais dura recaiu sobre o Ministério da Educação (MEC), que, em sua opinião, deixa de punir os cursos que não preparam os alunos para a prática do trabalho.

“As publicações acadêmicas são excessivamente valorizadas, e muitos dos docentes em atividade não têm nem ideia do que é o mundo empresarial porque nunca saíram do ambiente escolar”, ressaltou Castro.

Para finalizar, ele afirmou que o MEC se tornou uma “corporação de ofício” voltada a proteger a produção intelectual. “Nada contra as pesquisas, mas nem metade dos mestrandos e doutorandos são absorvidos pelas universidades, o que revela saturação deste tipo de profissional.”

Busca da excelência

Walter Vicioni, superintendente operacional do Sesi-SP, destacou as metodologias específicas criadas pelo Sesi-SP e o Senai-SP, tanto na busca da excelência da educação básica quanto do ensino profissionalizante.

"Por muito tempo, o Sesi-SP apoiou a universalização do acesso à educação, mas, no momento atual, a entidade tem como foco a busca da excelência da educação básica", explicou. Em razão desta meta, a entidade desenvolveu competências para os conteúdos obrigatórios, para a cultura empreendedora, a inclusão digital e o acesso à ciência.

"Em nossa diretriz educacional, professores e alunos atuam juntos para a construção de uma carreira, pois acreditamos que a educação é um grande instrumento de mobilidade social", ressaltou Vicioni.

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

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