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Congresso da Indústria
São Paulo - 28/09/2009


FMI aumenta perspectiva de crescimento global de 2,5% para 3% para 2010

Mesmo com previsões positivas, a instituição ainda prevê aumento do desemprego e indica a continuidade de estímulos fiscais e monetários

Foto: Mário Castello
Murilo Portugal, diretor do FMI
O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), o brasileiro Murilo Portugal, adiantou nesta segunda-feira (28), durante a terceira edição do Congresso da Indústria, as previsões que a instituição divulgará nesta semana sobre as perspectivas econômicas para os próximos dois anos.

Conforme divulgou o dirigente, a economia mundial vem tomando fôlego desde março deste ano, e deve fechar 2009 com arrefecimento de 1%, ante 1,5% previsto. Já para 2010, a instituição reviu suas contas e elevou a taxa de crescimento de 2,5% para 3%.

De acordo com os dados apresentados por Murilo Portugal, o FMI aponta uma retomada da atividade econômica em países que viram suas economias despencarem como Alemanha, Japão e França. Entre os emergentes, o diretor do FMI destacou o desempenho da China e Coreia do Sul.

Na América Latina, segundo ele, o Brasil lidera como protagonista no pós-crise, mas alertou que a recuperação do nível de emprego ainda será lenta e, para alguns países desenvolvidos, o desemprego poderá crescer mais nos próximos anos. Ele explica que esta continuidade será causada, principalmente, pela baixa oferta da demanda internacional.

“Para aqueles países que vêm apresentando taxas de crescimento ainda muito baixas, o FMI recomenda a continuidade de políticas de estímulo fiscal e monetário, como forma de irrigar a atividade econômica”, disse Murilo Portugal. Segundo ele, o Brasil só perderia as rédeas da retomada do crescimento se acontecesse algo de “natureza externa”. “O Brasil vai crescer mais rápido e mais forte do que a economia mundial”, destacou.

Para o dirigente do FMI, o segredo agora é “voltar a crescer, a longo prazo, de forma sustentável”. E destacou a última reunião do G-20, em Pittsburgh, onde as vinte maiores economias do mundo chegaram a um consenso de que os países emergentes tenham mais vozes na instituição. “O pior já passou, graças à cooperação internacional que foi capaz de tirar o mundo do abismo”, disse.

Murilo Portugal também destacou a importância na diminuição do déficit e gastos públicos dos governos. Segundo ele, países como a China e outros emergentes devem se concentrar menos no consumo norte-americano e os desenvolvidos, estimular a poupança e enfrentar seus déficits.

Para ele, os gastos públicos tendem a aumentar, gerando um saldo negativo nas contas do governo, caso haja um deslocamento de recursos dos Bancos Públicos para os Privados.

Ouça aqui entrevistas do presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, e do diretor FMI, Murilo Portugal, concedidas à Agência Radioweb. 

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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