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São Paulo - 28/09/2009


Empresários e economistas questionam saída chinesa com investimentos em urbanização

No Congresso da Indústria, eles levantaram dúvidas sobre o risco de endividamento dos governos locais

No debate realizado nesta segunda-feira (28) durante o Congresso da Indústria, logo após a conferência de Murilo Portugal (diretor-adjunto do FMI), Roberto Lavagna (ex-ministro da Economia da Argentina) e Zhang Ping (vice-presidente do Instituto de Economia da China), o economista José Roberto Mendonça de Barros discordou da intervenção de outros palestrantes quanto aos investimentos feitos pelos Estados Unidos.

Categórico, Mendonça de Barros afirmou que “os estímulos fiscais dos EUA foram muito altos", analisando que acreditar na recuperação do que foi gasto na crise é ingenuidade.

A saída chinesa para a crise foi apostar em projetos de urbanização. Foram realizados altos investimentos em infraestrutura junto aos governos locais. Houve questionamento sobre o risco de endividamento.

Zhang Ping, vice-presidente do Instituto de Economia da China, rebateu as críticas afirmando que os investimentos podem ser recuperados, após a implementação dos projetos, com a cobrança de taxas, obtendo-se lucro, portanto.

Outro questionamento em relação à realidade chinesa é que o rápido processo de urbanização pode elevar a demanda de alimentos industrializados. Ping lembrou que a China tem área cultivável reduzida, mas a preocupação central agora não é o abastecimento e sim o estabelecimento de políticas de segurança alimentar, pois muitas leis do país não são eficientes.

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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