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São Paulo - 28/09/2009


Indústria cobra continuidade da isenção do IPI

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, afirma que crise ainda ronda o Brasil e exige medidas de estímulo econômico


Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e Michel Temer, presidente da Câmara Federal

A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), concedida pelo governo federal desde o início do ano para produtos da linha branca (eletrodomésticos) e automóveis, deve ser mantida para não prejudicar a recuperação da economia brasileira.

A manutenção do benefício – que a partir de outubro vai iniciar um período de alta gradual até o patamar de janeiro deste ano, quando foi extinto temporariamente – foi comentada nesta segunda-feira (28), pelo presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, durante o Congresso da Indústria 2009.

“No momento em que ainda se tem uma crise internacional e o Brasil começa a se recuperar, a hora é de ampliar o crédito e reduzir os impostos. E não ir em sentido contrário”, afirmou Skaf.

Já de acordo com o presidente da Câmara Federal, Michel Temer (PMDB-SP), “há disposição do governo de manter o estímulo enquanto houver possibilidade de a crise continuar existindo”.

Temer também declarou que a reforma tributária traz benefícios para o País, mas reconheceu que o tema permanece em suspenso na pauta do Congresso Nacional. E garantiu que “no momento não há qualquer tese de agravamento tributário [aumento da carga] para o empresariado”.

O presidente da Câmara ressaltou, ainda, que o Brasil enfrenta a crise apoiado em suas reservas internacionais, que serviram de lastro para patrocinar as medidas governamentais contra a turbulência financeira internacional.

“A crise não derrubou a porta [quando chegou ao País]. Ela a abriu com a chave, educadamente”, avaliou Temer.

Michel Temer e Paulo Skaf falaram sobre isenção do IPI para carros e eletrodomésticos à Agência Radioweb. Ouça aqui.

Nivaldo Souza, Agência Indusnet Fiesp

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