INFORMAÇÕES DA INDÚSTRIA  
NEWSLETTER  
REVISTA DA INDÚSTRIA
CAPITAL HUMANO
MACRO VISÃO
INFORMATIVO REGIONAL
 
   
 
Congresso da Indústria
São Paulo - 28/09/2009


Lideranças mundiais devem limitar produção de carbono para reduzir gases poluentes

Governos devem fixar taxas apropriadas às empresas e indivíduos pela emissão, defende o ex-embaixador Rubens Ricupero

O ex-ministro de Relações Exteriores, Rubens Ricupero, afirmou nesta segunda-feira (28), durante o Painel de Sustentabilidade, no Congresso da Indústria da Fiesp e do Ciesp, que a emissão de gases poluentes só poderá ser reduzida e eliminada caso as lideranças mundiais estipulem limites quantitativos para a produção de carbono, inclusive para os países emergentes, que atualmente não possuem metas nesse sentido.

“Os governos devem fixar taxas apropriadas às empresas e indivíduos pela emissão de poluentes. São posições firmes como esta que esperamos do COP 15 no fim deste ano”, ressaltou Ricupero.

Segundo ele, a medida incentivaria novos mercados, voltados à regulamentação de práticas ambientalmente corretas, como o comércio de certificados de origem. “Espera-se para este tipo de empreendimento uma receita superior a U$ 3 trilhões e, ainda, o fim dos 250 milhões de dólares gastos anualmente pelas potências para sanar os danos ao meio ambiente.”

Na opinião do ex-ministro, o resultado destas iniciativas serão tecnologias mais avançadas e limpas, principalmente no Brasil, que possui vantagens competitivas no segmento. “Temos a maior floresta equatorial do mundo, umas das mais importantes redes fluviais, matriz energética limpa e, o mais importante, produção em escala industrial do biocombustível etanol”, destacou Ricupero. “Somos uma potência ambiental inata.”

Os números são ainda mais otimistas para o País. Segundo o ex-ministro, 45% da energia do Brasil vêm de fontes renováveis, enquanto que a média mundial é de 13% e apenas 6,7% nas economias avançadas. “Não temos o direito de desperdiçar tamanha capacidade. Enquanto nossa estrutura energética já está consolidada, as demais nações investem bilhões de dólares para pensarem em nos alcançar”, concluiu.

Thiago Eid, Agência Indusnet Fiesp

LEIA MAIS

Aquecimento global cumulativo

FMI aumenta perspectiva de crescimento global de 2,5% para 3% para 2010

"É mais fácil subir num pau-de-sebo do que conseguir uma licença ambiental", Edson Lobão

Congresso da Indústria tem início com discussão sobre a crise

Apesar do fim da crise, desafios dos emergentes continuam

China prioriza mercado doméstico para diminuir dependência externa