INFORMAÇÕES DA INDÚSTRIA  
NEWSLETTER  
REVISTA DA INDÚSTRIA
CAPITAL HUMANO
MACRO VISÃO
INFORMATIVO REGIONAL
 
   
 
Abertura
São Paulo - 28/09/2009


Congresso da Indústria tem início com discussão sobre a crise

Presidente do Sistema Fiesp destacou a importância de continuar lutando pelas reformas que irão garantir o crescimento do Brasil

Foto: Kênia Hernandes
Paulo Skaf, na abertura do
Congresso da Indústria

No discurso de abertura do Congresso da Indústria 2009, realizado na manhã desta segunda-feira (28), em São Paulo, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, disse que o evento optou por debater a crise econômica mundial e o momento pós-crise.

Para trazer visões e reflexões distintas, foram convidados representantes da China, da Argentina e do Fundo Monetário Internacional (FMI). “É uma oportunidade para analisarmos as providências tomadas, se foram acertadas ou não e se ainda há riscos para a economia mundial”, afirmou.

O evento também terá outros temas da agenda brasileira, como infraestrutura, inovação, sustentabilidade e educação. “São pontos fundamentais para o desenvolvimento do País nos próximos anos”, salientou Skaf, referindo-se à previsão de crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para o próximo ano.

“Precisamos nos preparar para este novo ciclo em que o Brasil ocupará papel de destaque no cenário mundial”, reiterou. O líder empresarial fez questão de ressaltar que a indústria continuará gerando riquezas e empregos com responsabilidade ambiental e justiça social.

“Com a união dos setores produtivos vamos ajudar o Brasil no que for necessário para aproveitarmos as novas oportunidades”, disse Skaf. Ele também agradeceu empresários e o público presente, que trabalham diariamente pelo país, mesmo diante de todas as deficiências.


Geraldo Alckmin, secretário de Desenvolvimento de São Paulo
Desoneração de investimentos

Para o secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Geraldo Alckmin, o Brasil se saiu bem no combate à crise financeira mundial. Ele destacou o conjunto de medidas adotadas pelo estado paulista, como o aumento do investimento público do estado, que neste ano chega a R$ 20,6 bilhões.

“Temos hoje no País pressupostos macroeconômicos sólidos, que foram mantidos e demandam novos avanços no futuro. Isso é fundamental para a inserção do Brasil no cenário mundial”, resumiu.

Alckmin também ressaltou que a desoneração do ICMS para bens de capital, válida para compra de máquinas e equipamentos adquiridos até dezembro de 2009, ajudou a desonerar o investimento de 119 setores da economia paulista. “Este é um primeiro passo para termos, mais à frente, a desoneração total de investimentos no estado, estimulando a geração de emprego e renda”, apostou.
 
Para o secretário, no entanto, alguns gargalos ainda precisam ser superados, como a questão fiscal e tributária e a instabilidade cambial.

“Não tivemos mais um imposto no Brasil e a carga tributária aumentada devido à luta da sociedade civil, com a liderança da Fiesp, contra a renovação da CPMF”, destacou. “A questão fiscal é um dos desafios. Nosso país tem tributos demais e investe de menos, o que é um limitador do crescimento e da melhora de renda da população”, prosseguiu.

O secretário de Desenvolvimento frisou que o Brasil precisa investir cada vez mais em bens industrializados. “Não podemos ser apenas exportadores de commodities sem agregar valor aos produtos”, concluiu.



Lucas Alves e Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

LEIA MAIS

Indústria cobra continuidade da isenção do IPI

Apesar do fim da crise, desafios dos emergentes continuam

Argentina precisa recuperar equilíbrio fiscal para sair da crise, afirma Lavagna

"É mais fácil subir num pau-de-sebo do que conseguir uma licença ambiental"

FMI aumenta perspectiva de crescimento global de 2,5% para 3% para 2010

China prioriza mercado doméstico para diminuir dependência externa