Congresso da Indústria tem início com discussão sobre a crise
Presidente do Sistema Fiesp destacou a importância de continuar lutando pelas reformas que irão garantir o crescimento do Brasil
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Paulo Skaf, na abertura do
Congresso da Indústria
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No discurso de abertura do Congresso da Indústria 2009, realizado na manhã desta segunda-feira (28), em São Paulo, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, disse que o evento optou por debater a crise econômica mundial e o momento pós-crise.
Para trazer visões e reflexões distintas, foram convidados representantes da China, da Argentina e do Fundo Monetário Internacional (FMI). É uma oportunidade para analisarmos as providências tomadas, se foram acertadas ou não e se ainda há riscos para a economia mundial, afirmou.
O evento também terá outros temas da agenda brasileira, como infraestrutura, inovação, sustentabilidade e educação. São pontos fundamentais para o desenvolvimento do País nos próximos anos, salientou Skaf, referindo-se à previsão de crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para o próximo ano.
Precisamos nos preparar para este novo ciclo em que o Brasil ocupará papel de destaque no cenário mundial, reiterou. O líder empresarial fez questão de ressaltar que a indústria continuará gerando riquezas e empregos com responsabilidade ambiental e justiça social.
Com a união dos setores produtivos vamos ajudar o Brasil no que for necessário para aproveitarmos as novas oportunidades, disse Skaf. Ele também agradeceu empresários e o público presente, que trabalham diariamente pelo país, mesmo diante de todas as deficiências.

Geraldo Alckmin, secretário de Desenvolvimento de São Paulo |
Desoneração de investimentos
Para o secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Geraldo Alckmin, o Brasil se saiu bem no combate à crise financeira mundial. Ele destacou o conjunto de medidas adotadas pelo estado paulista, como o aumento do investimento público do estado, que neste ano chega a R$ 20,6 bilhões.
Temos hoje no País pressupostos macroeconômicos sólidos, que foram mantidos e demandam novos avanços no futuro. Isso é fundamental para a inserção do Brasil no cenário mundial, resumiu.
Alckmin também ressaltou que a desoneração do ICMS para bens de capital, válida para compra de máquinas e equipamentos adquiridos até dezembro de 2009, ajudou a desonerar o investimento de 119 setores da economia paulista. Este é um primeiro passo para termos, mais à frente, a desoneração total de investimentos no estado, estimulando a geração de emprego e renda, apostou.
Para o secretário, no entanto, alguns gargalos ainda precisam ser superados, como a questão fiscal e tributária e a instabilidade cambial.
Não tivemos mais um imposto no Brasil e a carga tributária aumentada devido à luta da sociedade civil, com a liderança da Fiesp, contra a renovação da CPMF, destacou. A questão fiscal é um dos desafios. Nosso país tem tributos demais e investe de menos, o que é um limitador do crescimento e da melhora de renda da população, prosseguiu.
O secretário de Desenvolvimento frisou que o Brasil precisa investir cada vez mais em bens industrializados. Não podemos ser apenas exportadores de commodities sem agregar valor aos produtos, concluiu.
Lucas Alves e Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp
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