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Estudo da Fiesp mostra que Brasil resistiu bem à crise
Pesquisa analisou capacidade dos países em sobreviver às turbulências externas, comparando dados do 1º trimestre deste ano com o de 2008
A crise financeira modificou de forma relevante a conjuntura econômica. Para avaliar seu impacto, o Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp realizou estudo com base em 21 variáveis para identificar os fatores determinantes que afetaram as economias mundiais.
Nesta quinta-feira (24), o diretor-titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho, apresentou o Índice Fiesp de Resistência à Crise, no qual o Brasil aparece em 12ª posição entre 43 países pesquisados. A crise reduziu a riqueza dos países, provocando retração média de 1,6% no PIB per capita, revelou.
Apesar da queda dos juros básicos, o aumento do spread bancário combinado com a retração do mercado acionário comprometeu a oferta de crédito para o setor privado no Brasil. Ainda assim, o País conseguiu aumentar as reservas internacionais a um custo alto, porém, positivo.
Indústria
O levantamento mostra que na atividade econômica, a indústria foi o setor mais afetado pela crise, com queda de 13,1%. Contrariando a tendência mundial, o desemprego não aumentou na mesma proporção, e a indústria também foi responsável pelo fechamento do maior número de postos de trabalho.
Países emergentes como o Brasil adotaram pesados pacotes de estímulo fiscal e combateram a depreciação do câmbio para garantir a solidez das contas externas. O Brasil foi o país que mais teve variação no câmbio, ressaltou Roriz Coelho.
Já os países desenvolvidos tentaram garantir o funcionamento dos sistemas financeiros com injeção de capital, compras de ativos financeiros e empréstimos diretos pelo tesouro, além de fornecimento de garantias para os passivos do setor financeiro.
Clique aqui para acessar o estudo completo.
Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp
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