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Novo índice da Fiesp mostra leve recuperação nas exportações e queda nas importações
Apesar do aumento, Fiesp prevê retomada das importações causada pela instabilidade cambial

Roberto Giannetti da Fonseca,
diretor do Derex da Fiesp |
Estudo inédito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgado nesta segunda-feira (21) mostrou que as exportações brasileiras do segundo trimestre de 2009 ficou no mesmo patamar em relação ao mesmo período do ano passado, com pequeno crescimento de 0,04 pontos percentuais.
Trata-se do Coeficiente de Exportação (CE) e de Importação (CI) da Indústria Brasileira, que será divulgado trimestralmente, com objetivo de identificar aspectos e fenômenos econômicos.
Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com o segundo, o aumento foi bem mais significativo, apresentando uma alta de 2,6 p.p.. Ou seja, de tudo que o Brasil produziu no último trimestre, 22,9% foram para o mercado externo. O melhor coeficiente alcançado desde o início do ano passado.
Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, o comércio exterior brasileiro está razoável, considerando o tamanho da crise global.
No primeiro semestre deste ano, as importações inverteram a vocação de crescimento apresentada desde 2003. No final do semestre passado, a participação dos importados no consumo do setor industrial era de 21%. No primeiro trimestre de 2009, o índice já havia recuado para 18,9% e fechou o segundo com 18,1%.
No entanto, Giannetti prevê uma inversão: coeficiente de exportação tornará a cair e o de importação voltará a subir. Segundo ele, é necessário que o governo federal adote medidas para evitar oscilações do real, o que prejudica o setor exportador e estimula as importações. Para o diretor da Fiesp, alguém deveria assumir o mandato cambial e manter o regime de câmbio flutuante.
O Banco Central poderia ser mais inteligente nas compras de divisas para as reservas internacionais [...] Há um excedente na entrada de recursos que derruba a taxa de câmbio, argumentou Giannetti.
Setor exportador
Em relação à alta de 0,04 p.p. do CE no segundo trimestre, seis setores se destacaram:
Celulose e papel (4,7 p.p.),
Metalurgia básica (3,6 p.p.),
Químicos diversos (2,0 p.p.),
Alimentos (1,5 p.p.),
Máquinas para escritório e de informática (1,1 p.p.) e produtos de metal (0,6 p.p.),
Setores de coque, petróleo e álcool (2,8 p.p.),
Celulose e papel (2,3 p.p.),
Equipamentos médico-hospitalares e ópticos (2,2 p.p.),
Alimentos (2,1 p.p.) e máquinas e matérias elétricos (2,1 p.p.).
No entanto, 18 dos 26 setores pesquisados pelo índice apresentaram queda.
Destaque para outros equipamentos de transportes (-11,7 p.p.), produtos de madeira (-7,4 p.p.), máquinas e equipamentos (-6,1 p.p.), veículos e autopeças (-5,5 p.p.) e calçados e couro (-3,1 p.p.)
Setor importador
Os Coeficientes de Importação (CI) apresentaram as maiores quedas. Para Giannetti da Fonseca, esta queda se explica pela taxa de câmbio R$ 0,40 mais valorizada no ano passado e pelo crescimento do período.
A participação dos importados no consumo interno do País, em relação ao primeiro trimestre de 2009 com o segundo, apresentou leve queda de 0,8 p.p. quase que inalterada.
Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, a queda dos importados no consumo doméstico foi ocasionada pelo arrefecimento dos setores:
Material eletrônico e de comunicação (-7,0 p.p.),
Farmacêuticos (-6,3 p.p.),
Indústria extrativa (-5,4 p.p.),
Equipamentos médico-hospitalares e ópticos (-4,6 p.p.),
Metalurgia básica (-4,3 p.p.) e coque, petróleo e álcool (-3,8 p.p.).
Mesmo com uma queda quase generalizada, houve alguns setores que aumentaram a participação no consumo interno da indústria como a metalurgia básica (1,8 p.p.), produtos de metal (1,5 p.p.) e vestuário (0,5 p.p.).
Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp
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