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Fiesp vê com otimismo a recuperação do PIB brasileiro
Para Paulo Skaf, presidente da entidade, o pior já passou. Mas a verdadeira recuperação do setor industrial só acontecerá em 2010
Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a alta de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre de 2009, na comparação com o período anterior, mostra que o setor produtivo começa a dar sinais de melhora.
O pior já passou. Podemos ver com otimismo o fim da recessão técnica e o crescimento de 2,1% da indústria nacional, afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, dizendo, ainda, acreditar em um cenário de recuperação continuada da atividade econômica no segundo semestre deste ano.
No entanto, Skaf lembra que como a indústria foi o setor mais atingido pela crise internacional, com quedas acentuadas, como de -10% na área de transformação, sua recuperação será a mais lenta entre todos os segmentos. A indústria foi o setor que mais sofreu, com perdas elevadas nas exportações, e a recuperação deve demorar, disse.
A Fiesp acredita que, mesmo com o resultado do segundo trimestre, será difícil que o crescimento do PIB em 2009 seja positivo, devendo ficar entre -0,3% e 0%. Para que o PIB de 2009 fique estagnado (0%), será necessário crescimento médio de 1,5% no 3º e 4º trimestres, segundo estimativa da entidade.
A verdadeira recuperação da atividade industrial só ocorrerá em 2010, quando o PIB deve crescer em torno de 4,5%, influenciado pela demanda interna e por um cenário externo menos adverso, disse Skaf.
Na avaliação do presidente da Fiesp, parte da retomada se deve à aplicação de medidas como desonerações tributárias. Para ajudar a manter a recuperação da economia, o governo deveria dar continuidade à política de redução fiscal, acelerar a queda da taxa básica de juros e ampliar o crédito concluiu.
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
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